Os frigoríficos estão testando valores mais próximos do piso, com referência em São Paulo, mas os pecuaristas não têm vendido animais por valores menores. Em outras regiões, houve alguns ajustes negativos, mas o mercado não virou para baixo, apenas está patinando um pouco. A expectativa é de menor oferta de gado nos próximos meses, em comparação com os últimos meses, mas ainda assim os abates seguem em patamares elevados na comparação anual. No primeiro semestre, houve um aumento de 8,8% nos abates sob inspeção federal em relação ao mesmo período do ano passado. Isso está relacionado à fase do ciclo, com menor estímulo à atividade de cria e consequente aumento do abate de fêmeas.
A expectativa é de que o ano seja de maior oferta como um todo, mas nos próximos meses o mercado deve se acalmar em termos de pressão de oferta. As exportações costumam ir bem na segunda metade do ano e o consumo doméstico costuma ser um pouco melhor no último trimestre. No curto prazo, o cenário é de mercado patinando com possibilidade de algum ajuste negativo dependendo da região, mas a pressão de baixa deve esfriar um pouco à medida que nos aproximamos do final do mês.
Veja o comentário completo com Hyberville Neto e Sérgio Braga: