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Agricultura familiar produzirá 17 milhões de toneladas de soja em 2033

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(FOLHA) – Os produtores da agricultura familiar continuarão sendo os responsáveis por boa parte da produção de alimentos do país nos próximos dez anos. Pelo menos 83% dos estabelecimentos de produção de horticultura estarão nas mãos deles, somando 60% do valor da produção.

A agricultura familiar terá grande importância também na fruticultura e na floricultura. Nesta última, 70% dos estabelecimentos estarão com eles.

Os dados são projeções do Ministério da Agricultura para a safra 2032/33. Em alguns produtos, como o fumo, os pequenos produtores vão representar 94% da atividade, colocando 528 mil toneladas no mercado das 561 mil que serão produzidas pelo país.

O Ministério destaca, ainda, a importância que a agricultura familiar terá na produção de proteínas. O Brasil somará 6,5 milhões de toneladas de carne suína, e 51% desse volume sairá das propriedades da agricultura familiar. No caso da carne de frango, o percentual será de 46%, com o setor atingindo 9 milhões de toneladas.

A participação no fornecimento de carne bovina, será menor, mas ainda representando um terço do volume total de 10,2 milhões de toneladas que serão colocadas no mercado em dez anos.

Escala de produção e dificuldade de adoção de novas tecnologias, no entanto, ainda deixarão os produtores familiares longe da produção de grãos. A participação do setor na oferta nacional de arroz, feijão e milho se limitará a 12% de cada produto.

No caso da soja, a participação é ainda menor, ficando em 9%. Mesmo assim, os agricultores familiares vão colocar 17 milhões de toneladas da oleaginosa no mercado. O país produzirá 187 milhões.

A oferta total de milho será de 160 milhões de toneladas, sendo que 19,2 milhões de toneladas virão dos pequenos produtores.

Outro ponto de destaque é a oferta de leite, que atingirá de 25,5 milhões de toneladas vindas da agricultura familiar, 63% da produção nacional. Esse setor fornecerá, ainda, 35% da produção de café e 70% da de mandioca, segundo estimativas do Ministério da Agricultura.

A produção total de grãos, que atualmente está em 317 milhões de toneladas, terá potencial para 390 milhões. Para atingir esse volume, o país terá de incorporar mais 14,8 milhões de hectares de terra aos 77,5 milhões atuais.

Boa parte virá de Mato Grosso, que tem potencial para transformar 10 milhões de hectares de pastagens degradadas em área de grãos, conforme as informações do Ministério.

As maiores variações percentuais no avanço de produção e de área ficarão com a região Norte, que terá aumentos de 36,3% e 32,1%, respectivamente. O Centro-Oeste virá a seguir.

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