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Agronegócio garante quase 90% do crescimento do PIB, puxado pela soja (ESTADÃO)

Do crescimento de 1,9% do PIB no primeiro trimestre, nada menos que 1,7 ponto – ou seja, quase 90% – veio do agronegócio. No período, a atividade agropecuária cresceu 21,6% em relação ao quarto trimestre, um resultado que pode ser explicado pelo bom desempenho de produtos da lavoura com safra relevante no primeiro trimestre, como a soja, e pela produtividade alta, segundo a economista Gabriela Faria, da Tendências Consultoria.

Segundo ela, esse resultado teve também um impulso – não previsto – da pecuária. “Dados prévios do IBGE mostram um aumento de mais de 13% no número de abates este ano (2022/23 em relação a 2021/22) e isso é significativo porque houve um embargo nas exportações para a China (em março deste ano, em virtude de um caso atípico de ‘doença da vaca louca’”, disse. “Mesmo com a suspensão das exportações, houve aumento do abate de bovinos, um aquecimento da pecuária no primeiro trimestre.”

Embora a pecuária tenha surpreendido a consultoria, a economista reiterou que o motor do PIB da agropecuária neste período foi a soja. Conforme o IBGE, a produção nacional de soja deve somar 149,1 milhões de toneladas no ciclo 2022/23, uma alta de 24,7% em relação ao registrado há um ano. “Como colhemos a safra de soja no fim do ano, esse fator impulsionou o PIB para um resultado forte (neste trimestre). Outras culturas também são positivas, mas o peso da soja neste início de ano é muito forte”, disse.

A estimativa da Tendências Consultoria é de que o PIB da Agropecuária encerre 2023 com crescimento de 6,5% na comparação com 2022. Para a economista, cana-de-açúcar, milho e café devem puxar as estimativas nos próximos trimestres. A Conab estima produção de milho total (somando as três safras anuais) 11,9% superior no ciclo 2022/23. Já a oferta de cana e café deve aumentar em 6,5% e 30,5%, respectivamente, segundo o IBGE. “Com essa composição toda e destaques da agropecuária, com a recuperação da produção de leite, O segundo, terceiro e quarto trimestres não devem registrar aumentos superiores ao primeiro, mas vão ficar acima do que registravam há um ano”, garantiu.

Apesar dos impulsos esperados na comparação anual, os próximos trimestres não devem superar os ganhos já registrados neste primeiro período do ano. “Não teremos uma sequência de aumento nessa intensidade (do primeiro trimestre de 2023), porque a soja já foi colhida.”

Agropecuária faz o PIB do Brasil crescer; É o 9(maior crescimento trimestral desde 1996 (REVISTA OESTE)

Mesmo enfrentando a volta das invasões de terra e repetidos ataques do governo Lula, a produção rural brasileira cresce em ritmo acelerado. No primeiro trimestre de 2023, a agropecuária impulsionou o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil.

O resultado do setor agrícola do primeiro trimestre cresceu 21,6% sobre o último trimestre de 2022, de acordo com Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). Ao mesmo tempo, a expansão econômica foi de 1,9%.

Além disso, é o melhor desempenho dos produtores rurais para um trimestre desde o fim de 1996. Um dos fatores para a o impulso é a safra recorde de grãos, estimada em cerca de 300 milhões de toneladas. A agricultura brasileira se consolidou como uma das maiores fornecedoras globais de soja e milho, os grãos mais utilizados pela indústria e por criadores de animais.

A pecuária nacional, por sua vez, figura como uma grande fonte mundial de proteína animal. O país é o maior exportador de carnes de aves e bovinas no planeta. A produção rural brasileira exerce papel fundamental na segurança alimentar da humanidade e mantém resultados exemplares de preservação do meio ambiente. O Brasil se destaca por seguir uma legislação ambiental rígida e manter dois terços de toda vegetação natural preservados.

Agropecuária e o PIB do Brasil

O agronegócio é um dos grandes motores da economia brasileira. O setor envolve a cadeia produtiva movimentada pela produção rural. O início se dá nos insumos, nas máquinas e nos serviços destinados ao trabalho no campo. Esse ciclo se estende até a indústria de transformação, abastecida por matérias-primas da agropecuária, representando, assim, cerca 25% do PIB do Brasil.

Surpresa com o PIB (por CELSO MING, no ESTADÃO)

Números mostram que as críticas do governo que a política de juros do Banco Central vem travando a economia são exageradas e que o presidente Lula precisa melhorar sua relação com o agronegócio

O avanço do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todo o valor gerado na economia) no primeiro trimestre, de 1,9% sobre o trimestre anterior, foi surpresa geral. Mais surpreendente, ainda, foi o robusto desempenho da agropecuária, de nada menos de 21,6% no período – melhor resultado desde o quarto trimestre de 1996. Este foi alavancado não só pelo forte crescimento da produção física de grãos, como, também, pelo aumento dos preços das commodities agrícolas ao longo do primeiro trimestre.

A indústria teve novo desempenho negativo, de -0,1%, e maior ainda seria esse tombo se o agro não tivesse acionado o segmento da agroindústria. Parte do desempenho positivo dos serviços (especialmente transportes e armazenagem), de 0,6% no período, se deveu também ao fator agro.

Por aí já podemos ter em mente duas consequências importantes. A primeira delas é o aumento da força econômica relativa do interior. Os analistas mantêm seus traseiros afundados em sofás nas grandes cidades e demoram para entender o impacto do agronegócio a partir do interior do País. A outra consequência é política. Quanto melhor e maior for o desempenho do agronegócio, maior tenderá ser sua influência política, tanto nas suas áreas de origem quanto em Brasília. E é por isso que o presidente Lula precisa mudar sua relação com o setor.

A melhora da atividade econômica já vinha sendo em parte notada pelo desemprego mais baixo. Os últimos números do IBGE indicam que apenas 8,5% da força de trabalho do País (9,09 milhões) não vinha encontrando trabalho no trimestre terminado em abril.

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