SÃO PAULO, 22 Jun (Reuters)
O plantio de soja na safra 2026/27 do Brasil, que acontecerá entre setembro e dezembro, deverá atingir uma área de 49,006 milhões de hectares, aumento de 0,9% em relação ao ciclo anterior, de acordo com a primeira previsão da consultoria AgRural, divulgada nesta segunda-feira.
O levantamento, concluído na semana passada, indica neste primeiro momento uma área plantada recorde, representando o vigésimo aumento anual consecutivo no total cultivado com soja no Brasil, mas também o menor avanço anual em 20 anos, devido a fatores como a rentabilidade de produtores e a cautela com o El Niño.
“Além da expectativa de margens mais apertadas devido à alta dos custos de produção e aos preços relativamente estáveis, o aumento do endividamento, o crédito mais escasso e caro e a preocupação com o El Niño, que pode atrasar o plantio e prejudicar a produtividade de alguns Estados, também limitam o potencial de aumento da área”, afirmou a consultoria.
O aumento da área plantada em relação à safra passada deverá somar 443 mil hectares, segundo a consultoria.
O El Niño garantirá chuvas para um plantio precoce no Centro-Oeste, de acordo com avaliação da Nottus Meteorologia na semana passada, mas culturas de verão ao norte do país também estarão sujeitas a riscos de intervalos mais longos sem chuva, por efeito do fenômeno climático.
MILHO
A AgRural também divulgou dados sobre o andamento da colheita da segunda safra de milho, que atingiu 16% da área cultivada no centro-sul do Brasil até a última quinta-feira, contra 8% uma semana antes e 13% um ano atrás.
A colheita está mais avançada em Mato Grosso, enquanto em outros Estados as chuvas e as temperaturas mais baixas limitam a perda de umidade dos grãos e o ritmo das máquinas, disse a consultoria.
“Apesar do bom ritmo, Mato Grosso também tem colhido com a umidade dos grãos acima do ideal. Por isso, o recebimento do cereal nos armazéns das regiões onde a colheita está mais firme já enfrenta lentidão”, acrescentou o relatório.
(Por Roberto SamoraEdição de Pedro Fonseca e Eduardo Simões)
Fonte: “Investing.com”
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