O governo da Bahia privatizou a Empresa Baiana de Alimentos (Ebal) por R$ 15 milhões em 2018, após tentativas sem sucesso em dois anos anteriores. No entanto, nos sete anos seguintes, o Estado desembolsou R$ 93 milhões para lidar com dívidas relacionadas à empresa, um montante 6,2 vezes maior do que o valor da venda, conforme dados do site Poder360. A privatização incluiu o Credcesta, programa de crédito para servidores públicos, que rapidamente se tornou um atrativo para o comprador, que obteve exclusividade por 15 anos.
A operação despertou a atenção da Polícia Federal, que investiga possíveis irregularidades e corrupção ligadas ao Credcesta e ao Banco Master, que assumiu o programa. Em junho, foi revelado que há suspeitas de transferências financeiras atreladas a políticos baianos, incluindo Jaques Wagner, e pagamentos suspeitos a pessoas de seu círculo familiar. Este cenário de incerteza econômica e política pode impactar diretamente a confiança dos investidores no setor agropecuário, refletindo em custos de insumos e operações financeiras para o produtor rural.
Fonte: “Revista Oeste”
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