O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou o aumento temporário da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, de 30% para 32% (E32), por 180 dias, com possibilidade de prorrogação. A medida busca reduzir a dependência de importações de gasolina em meio à volatilidade do mercado internacional de petróleo e combustíveis.
Segundo o governo, a mudança pode reduzir em cerca de 900 milhões de litros por ano as importações de gasolina. A decisão foi baseada em estudos técnicos que indicam viabilidade da mistura maior sem impactos relevantes nos veículos. Entidades de distribuidores e importadores, porém, levantaram preocupações para a frota movida apenas a gasolina.
O setor de etanol avalia que terá capacidade de atender à demanda adicional, estimada em 1 bilhão de litros anuais, diante da expectativa de safra recorde em 2026, impulsionada pelo maior uso de cana para biocombustível e pelo avanço do etanol de milho. O CNPE também aprovou medidas para reforçar o controle e a rastreabilidade no mercado de combustíveis.
Para os produtores rurais, essa decisão pode trazer oportunidades, especialmente para aqueles que atuam na cultura da cana-de-açúcar. Com a ampliação do uso do etanol misturado à gasolina, há um potencial para otimização das margens de lucro e uma maior estabilidade nos preços do biocombustível.
Fonte: “Investing.com”
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