O Brasil possui uma cadeia de tomate industrial capaz de processar mais de 1 milhão de toneladas por ano, mas ainda recorre ao mercado externo para complementar a oferta de derivados. Em 2024, o saldo comercial brasileiro de pasta de tomate registrou déficit de cerca de 33 mil toneladas, segundo levantamento da Tomato News com dados de comércio exterior e do World Processing Tomato Council (WPTC).
A dependência se manteve ao longo de 2025. Entre janeiro e novembro, o déficit em pasta chegou a 32,7 mil toneladas, volume 4% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. Entre 2022 e 2024, as compras externas de pasta responderam por 58% do déficit comercial brasileiro de derivados de tomate.
Os números convivem com uma produção doméstica relevante. O Brasil processou 1,65 milhão de toneladas de tomate em 2024 e 1,437 milhão em 2025, segundo o WPTC. Nos últimos cinco anos, a média brasileira ficou próxima de 1,5 milhão de toneladas anuais.
A maior parte da produção nacional é direcionada ao próprio mercado interno. Ainda assim, o país mantém um déficit recorrente no comércio de derivados. No caso da pasta de tomate, Estados Unidos, Chile e, em menor escala, Peru, Argentina, Egito e China aparecem entre os fornecedores do mercado brasileiro.
Fonte: “Notícias Agrícolas”
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