O cultivo de cacau sob irrigação e pleno sol está revolucionando a produtividade nas novas fronteiras agrícolas do Brasil, especialmente no Nordeste. Produtores estão estabelecendo metas de produção entre 3.000 e 4.500 quilos de amêndoas por hectare, um avanço de até dez vezes em relação aos rendimentos tradicionais. O modelo, que se diferencia do sistema cabruca, envolve adaptação às características locais e deve integrar tecnologias de irrigação, protegendo as plantas inicialmente com outras culturas. A experiência do produtor Altamir Martins no Ceará, com o consórcio de cacau e coqueiral, ilustra a potencialidade dessa prática, que requer manejo adequado e seleção genética de qualidade.
Além da irrigação, a escolha de variedades e o manejo integrado são cruciais, visto que ambientes mais secos podem reduzir a pressão de doenças, como a vassoura-de-bruxa. Não obstante, o especialista George Sodré alerta sobre a importância de uma diversificação genética para evitar riscos associados a pragas. Com a expansão do cacau para regiões como o Oeste da Bahia e o Piauí, estratégicas de cooperativas visam fortalecer a produção e a comercialização, com uma ênfase em garantir um mercado sustentável para a amêndoa, parte fundamental do esforço para reposicionar o Brasil no cenário global do cacau.
Fonte: “Mercado do Cacau”
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