O início do ciclo cafeeiro da safra 2027/28 no Brasil vem sendo marcado por sentimentos mistos entre os produtores rurais, alternando o otimismo das floradas com a cautela climática. Embora as chuvas recentes tenham sido suficientes para desencadear a abertura de grandes floradas e garantir um bom pegamento inicial dos frutos nas principais regiões produtoras, as fortes ondas de calor que se seguiram acenderam o sinal de alerta no campo. De acordo com as análises do Cepea, o clima seco e as temperaturas elevadas registrados em praças importantes como o Cerrado Mineiro e o norte do estado de São Paulo trazem o risco real de abortamento de chumbinhos, o que pode limitar o potencial produtivo dessas lavouras. Diante de um cenário em que a influência de fenômenos como o El Niño ainda gera incertezas sobre a regularidade das precipitações nos próximos meses, especialistas e cafeicultores mantêm uma postura defensiva, cientes de que a real dimensão e a consolidação da safra de café 2027/28 só poderão ser avaliadas com maior precisão a partir de dezembro







