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Uma doença ainda pouco conhecida por parte dos cafeicultores tem chamado a atenção de pesquisadores e técnicos da cafeicultura brasileira. A fusariose tardia, causada por fungos do gênero Fusarium, tem sido observada principalmente em lavouras mais velhas de café arábica e pode provocar desde a perda parcial da copa até a morte completa das plantas.
O problema ganhou destaque recentemente após relatos da Fundação Procafé sobre casos registrados em lavouras adultas no Sul de Minas. Diferentemente de outras doenças foliares, a fusariose ataca o sistema vascular da planta, bloqueando os vasos responsáveis pelo transporte de água e nutrientes. Como consequência, o cafeeiro começa a definhar gradativamente.
Segundo especialistas, a doença costuma surgir a partir da entrada do fungo por ferimentos no tronco ou nos ramos, especialmente após podas de renovação, recepas, decotes ou danos mecânicos causados por operações agrícolas.
Os primeiros sintomas geralmente aparecem na parte superior da planta. O produtor observa amarelecimento das folhas, murcha, seca de ramos e desfolha progressiva. Com o avanço da doença, a copa começa a morrer de cima para baixo até comprometer toda a estrutura produtiva do cafeeiro.
Um dos sinais mais característicos da fusariose pode ser visto ao retirar uma pequena porção da casca do tronco. Nessa região aparecem estrias escuras ou avermelhadas nos vasos internos da planta, indicando que o fungo está obstruindo a circulação da seiva.








