Carne: única garantia de alimentos + baratos no IPCA/fev

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A inflação de fevereiro, no radar do mercado, deverá mais uma vez apresentar uma redução em carnes bovinas. Outros produtos agropecuários que vêm pesando nos preços não devem apresentar resultados significativos.

Café, que tem sido campeão isolado, depois que a proteína animal caiu em janeiro sobre dezembro, não deve conter nenhum viés de baixa. Pelo contrário, seguirá subindo, porque a oferta é escassa demasiadamente e os recordes de preços no spot e na bolsa de futuros em Nova York estão mantidos.

Algumas hortaliças e frutas devem cair de preços, como batatas, mas outras seguirão representando valorizações, em período chuvoso que favorece umas e prejudica outras, entre as quais o tomate.

Ovos também não dão sinais de redução tão já, porque por mais que as carnes possam recuar – frango e suínos, na carona da bovina -, ainda não atingirão o alcance de volume no varejo que faça os ovos perderem consumo.

A Conab na semana passada revisou sua estimativa de grãos em 24/25 para 325,7 milhões de toneladas, mais de 3 milhões/t sobre a previsão de janeiro. Mas a soja ainda não chegou em grandes volumes e, da colheita ainda lenta, o destino é o exterior para os exportadores cumprirem seus compromissos. O milho demora, só a partir de maio.

E ambos ainda dependem do comportamento dos preços em Chicago. Como, aliás, o café, também com colheita a partir de maio, com o agravante de que a oferta já é vista como menor, inclusive pela Conab.

Arroz e feijão devem começar a contribuir mais, especialmente o primeiro cuja colheita está no fim e maior, com aproximadamente 11 milhões de toneladas. O feijão vai ter quase 4 milhões de toneladas, mas somando todas as três safras anuais.

Então, de certo mesmo, é só a carne com o qual se pode contar mais em fevereiro. Em janeiro, subiu com 0,36% no grupo Alimentos e Bebidas no IPCA. Respectivamente, apresentaram números de 0,96% (1,18% em dezembro) e 0,16% (0,52% em dezembro).

A carne bovina deverá crescer em oferta de fêmeas e terminação de boi a pasto por conta do excesso de chuvas.

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