As chuvas frequentes no Centro-Sul do Brasil estão impondo uma série de obstáculos à safra 2026/27 de cana-de-açúcar. Além de dificultar a colheita e comprometer o ritmo de moagem das usinas, o excesso de umidade reduz a concentração de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) na matéria-prima, o que pode diminuir a produção de açúcar e favorecer a fabricação de etanol.
O cenário também traz consequências para o planejamento agrícola, com o risco de uma parcela expressiva da cana permanecer no campo até o próximo ciclo.Em entrevista ao Notícias Agrícolas, João Baggio, CEO da G7 Agro Consultoria Comércio Exterior, avalia que a continuidade das chuvas pode ampliar os impactos sobre a produção. Segundo ele, estimativas do setor apontam que entre 30 milhões e 35 milhões de toneladas de cana podem ser transferidas para a safra 2027/28, volume que ainda poderá crescer caso as condições climáticas persistam.
O aumento da umidade nos canaviais interfere diretamente na qualidade da matéria-prima que chega às usinas. Com maior presença de água na cana, a concentração de ATR diminui, reduzindo o potencial de produção de açúcar por tonelada processada.Nesse contexto, as unidades industriais precisam reavaliar a proporção entre açúcar e etanol no mix de produção.
Fonte: “Notícias Agrícolas”
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