A Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado aprovou rapidamente uma proposta que pode encarecer a conta de luz em mais de R$ 1 trilhão. Originalmente, o projeto de lei 5.017, que se limitava a descontos para irrigação, foi expandido para um texto de 18 páginas, prevendo medidas que ampliam subsídios e exigem a contratação de termelétricas e pequenas hidrelétricas. Com a aprovação, estima-se que a despesa anual decorrente chegue a R$ 44,2 bilhões a partir de 2032, podendo aumentar para R$ 55 bilhões em 2035. Essa situação levaria a um incremento de 11% nas tarifas elétricas nos próximos anos, culminando em um custo total de R$ 1,2 trilhão em 25 anos.
A votação foi marcada por irregularidades, com a aprovação ocorrendo em um quórum reduzido, durante uma falha de energia que dispersou muitos senadores da sessão. Claudio Sales, presidente do Instituto Acende Brasil, criticou a tramitação, afirmando que “o rito legislativo foi atropelado de maneira escandalosa”. Senadores pediram que o projeto passe por análises adicionais em outras comissões antes de seguir adiante.
Essas mudanças legislativas podem influenciar diretamente os custos de operação no setor agropecuário, dado que o aumento das tarifas de energia elétrica impacta não apenas a irrigação, mas também os custos gerais de produção. Em um cenário de elevação de despesas, especialmente em um setor que já enfrenta desafios logísticos e financeiros, os produtores devem estar atentos a como essas alterações influenciarão seu fluxo de caixa e sua competitividade.
Fonte: “Revista Oeste”
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