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Os custos operacionais de produção do milho brasileiro deverão aumentar aproximadamente 11% na safra 2026/27, enquanto os da soja têm alta projetada próxima de 4%. Apesar da elevação das despesas, o Rabobank prevê melhora nas margens operacionais das duas culturas, mas alerta que esse cenário não significa necessariamente uma recuperação da situação financeira dos agricultores, que ainda enfrentam juros elevados, endividamento e restrições de caixa.
A avaliação faz parte do relatório Field Crop Margin Outlook 2027, publicado em outubro pelo RaboResearch Food & Agribusiness, área de pesquisa do Rabobank. O estudo analisa as perspectivas para custos e margens agrícolas em diferentes regiões produtoras e aponta que a recuperação global deverá permanecer lenta e desigual ao longo de 2027.
No Brasil, o banco projeta que os custos operacionais do milho passem de US$ 739 por hectare em 2026 para US$ 820 por hectare na safra 2026/27, crescimento de aproximadamente 11%. Para a soja, a estimativa é de avanço de US$ 866 para US$ 899 por hectare, aumento de 3,8%.
Mesmo com os custos mais elevados, as margens operacionais brasileiras permanecem relativamente favoráveis na avaliação do Rabobank. Na soja, o indicador poderá passar de 24% em 2026 para 38% na safra 2026/27, enquanto o do milho está projetado para avançar de 46% para 55%.
Esses percentuais, entretanto, não representam lucro líquido. A metodologia do estudo considera apenas determinados custos diretamente relacionados à produção e exclui despesas financeiras, custos da terra e outros gastos que influenciam o resultado efetivo das propriedades.
O milho deverá registrar a maior elevação dos custos operacionais entre as duas principais culturas brasileiras analisadas pelo Rabobank, com destaque para os gastos com fertilizantes e defensivos agrícolas.
Segundo o levantamento, as despesas com fertilizantes no milho devem passar de US$ 226 para US$ 248 por hectare entre 2026 e a safra 2026/27, crescimento de aproximadamente 10%. Os custos com defensivos apresentam aumento ainda mais expressivo, de US$ 96 para US$ 131 por hectare, alta de 35% conforme a estimativa do relatório.
O banco menciona os inseticidas entre os fatores responsáveis pela pressão sobre as despesas da cultura. Entretanto, o percentual de 35% corresponde ao conjunto dos defensivos agrícolas considerados no levantamento, não exclusivamente a essa categoria de produtos.
Fonte: “Notícias Agrícolas”
Produção assistida por IA e revisado por nossa redação.







