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Dólar à vista encerra quase estável na sessão, mas acumula queda de 1,25% no mês

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(INVESTING) – O dólar à vista fechou o último dia de julho próximo da estabilidade no Brasil, em uma sessão marcada pela disputa entre investidores comprados e vendidos na moeda norte-americana até o início da tarde e pelo avanço da divisa ante outras moedas fortes no exterior.

O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,7291 reais na venda, com leve baixa de 0,05%. Em julho, a moeda norte-americana acumulou queda de 1,25%.

Na B3 (BVMF:B3SA3), às 17:23 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,11%, a 4,7415 reais.

A manhã foi marcada no mercado de câmbio brasileiro pela disputa entre investidores pela formação da Ptax de fim de mês.

A Ptax é uma taxa de câmbio calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista e que serve de referência para a liquidação de contratos futuros. No fim de cada mês, agentes financeiros costumam tentar direcioná-la para níveis mais convenientes às suas posições, sejam elas compradas (no sentido de alta das cotações) ou vendidas em dólar (no sentido de baixa).

Assim, a moeda à vista marcou a mínima de 4,7140 reais (-0,37%) às 9h18, com os vendidos pressionando as cotações. Ao longo da manhã, porém, os comprados impulsionaram os preços e o dólar à vista marcou a máxima de 4,7609 reais (+0,62%) às 12h00.

Com a Ptax definida no início da tarde, em 4,7415 reais na venda, a moeda norte-americana passou a oscilar mais livremente. No entanto, ela se manteve muito próxima da estabilidade na maior parte do tempo, apesar dos estímulos vindos do exterior.

Lá fora, o dólar sustentava leves ganhos ante uma cesta de divisas fortes e adotava movimentos mistos em relação a moedas de países ligados a commodities ou emergentes.

“Hoje (segunda-feira) seria um dia de dólar mais para baixo ante o real, mas a formação da Ptax deu uma contaminada nos negócios. Os comprados quiseram puxar as cotações nas janelas (de coleta do valor da Ptax)”, comentou Cleber Alessie Machado, gerente da mesa de Derivativos Financeiros da Commcor DTVM.

À espera da decisão de política monetária do Banco Central, marcada para a próxima quarta-feira, os investidores também demonstram cautela. Na curva de juros nesta segunda-feira, subiram as apostas de que o BC cortará a taxa básica Selic, hoje em 13,75% ao ano, em 0,50 ponto percentual. Este movimento, no entanto, não teve efeitos maiores no mercado de câmbio.

Às 17:23 (de Brasília), o índice do dólar –que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas– subia 0,29%, a 101,900.

Pela manhã, o BC vendeu todos os 16.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados na rolagem dos vencimentos de setembro.

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