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Dólar à vista sobe com receio de adiamento de votações no Brasil e dados dos EUA

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(Investing) – Os receios de que as votações na Câmara de dois dos principais projetos do governo sejam adiadas, somados a dados econômicos positivos nos EUA, fizeram o dólar à vista ter alta firme ante o real nesta quinta-feira, recolocando a cotação acima dos 4,90 reais.

O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9303 reais na venda, com alta de 1,62%. Este foi o maior avanço percentual em um único dia desde 25 de maio, quando havia subido 1,65%.

Na B3 (BVMF:B3SA3), às 17:16 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 1,66%, a 4,9530 reais.

A moeda norte-americana oscilou no terreno positivo durante praticamente toda a sessão. Pela manhã, as cotações foram impulsionadas por dados dos EUA e por certa apreensão em torno dos três projetos de interesse do governo que tramitam na Câmara: reforma tributária, novo arcabouço fiscal e mudanças no Carf.

O relatório ADP National Employment mostrou que o setor privado norte-americano abriu 497.000 vagas de emprego no mês passado, bem acima dos 228.000 postos calculados por economistas ouvidos pela Reuters.

Além disso, o Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM) informou que seu PMI de serviços aumentou para 53,9 no mês passado, de 50,3 em maio e acima dos 51,0 projetados pelos economistas.

“Esse conjunto de dados reforça a ideia de que o Federal Reserve (Fed) ainda tem trabalho a fazer para controlar a inflação. E as minutas da última reunião do Fomc, publicadas ontem (quarta-feira), mostraram que dentro do comitê há um grupo bastante convicto de que é necessário elevar mais os juros, provavelmente além de julho”, avaliou o economista-chefe da Azimut Brasil Wealth Management, Gino Olivares, em comentário enviado a clientes.

A perspectiva de juros mais altos nos EUA favoreceu o dólar ante outras moedas de países emergentes. Foi perceptível o avanço da divisa norte-americana ante o real, o peso mexicano e o peso colombiano, destacaram dois profissionais ouvidos pela Reuters.

Internamente, o principal impulso para a alta do dólar veio de Brasília. No início da tarde, o dólar à vista renovou a cotação máxima do dia ante o real após notícias de que as votações do novo arcabouço fiscal e do projeto sobre julgamentos do Carf poderão ficar para agosto, após o recesso parlamentar. Uma informação neste sentido foi publicada pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

Um deputado federal envolvido diretamente nas negociações confirmou à Reuters que a votação da nova regra fiscal pela Câmara possivelmente vai ficar para agosto. O adiamento para depois do recesso parlamentar ocorreria porque o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), decidiu priorizar a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma tributária nesta semana.

O possível adiamento fez o dólar atingir patamares mais elevados ante o real, o que contribuiu para a disparada de ordens de stop loss (parada de perdas) no mercado de câmbio.

“A espichada que o dólar deu durante o dia foi por conta de ordens de stop loss. O movimento foi muito rápido, muito amplo, numa janela pequena de tempo”, comentou Cleber Alessie Machado, gerente da mesa de Derivativos Financeiros da Commcor DTVM.

“Bateu em algum nível em que o investidor começa a desmontar posição”, confirmou Jefferson Rugik, diretor da Correparti Corretora. “Se você está vendido (posicionado na queda do dólar), chega em um nível em que você começa a comprar para fechar posição”, acrescentou.

Neste cenário, às 13h16 o dólar à vista marcou a cotação máxima de 4,9508 reais (+2,04%). Depois disso, a moeda norte-americana perdeu um pouco de força, mas ainda assim terminou o dia com alta firme.

No exterior, no fim da tarde a divisa sustentava ganhos ante boa parte das moedas de países emergentes ou exportadores de commodities, mas se mantinha em baixa ante uma cesta de moedas fortes.

Às 17:16 (de Brasília), o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,19%, a 103,140.

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