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Dólar cai quase 1% com otimismo sobre inflação, crescimento e fiscal no Brasil

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Foto: Reuters

(Reuters) – Após leve alta na sessão anterior, o dólar à vista voltou a ceder ante o real nesta segunda-feira, em meio a uma visão positiva dos investidores sobre o Brasil, que passa por processo de queda da inflação, aceleração do crescimento, perspectiva de corte de juros e de mais controle na área fiscal.

O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,7749 reais na venda, com baixa de 0,96%. Este é o menor valor de fechamento desde 31 de maio de 2022, quando encerrou a 4,7542.

Na B3 (BVMF:B3SA3), às 17:14 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,88%, a 4,7865 reais.

Na sexta-feira, a moeda norte-americana chegou a subir ante o real, interrompendo uma sequência de cinco sessões consecutivas de baixa, com alguns investidores realizando lucros mais recentes.

Nesta segunda, no entanto, a moeda norte-americana retomou a trajetória mais recente de queda já nos primeiros minutos de negócios, com investidores avaliando que o momento é de fato para alta do real.

Relatório distribuído nesta segunda-feira pelo Goldman Sachs (NYSE:GS) pontuou que o real está quase 5% mais forte que o dólar no acumulado do mês e que ainda haveria “muito espaço” para o avanço da moeda brasileira.

A avaliação do Goldman Sachs é de que, ainda que o Banco Central comece o processo de cortes da taxa básica Selic no futuro próximo, a taxa real no Brasil seguirá favorável à atração de investimentos.

“O movimento do câmbio no Brasil é impressionante”, comentou Wagner Varejão, especialista em investimentos e sócio da Valor Investimentos. “Nós conversamos com os gestores e está todo mundo no viés de comprar real. O Brasil entrou numa conjuntura bastante positiva.”

Por trás disso estão fatores como a inflação em queda, a aceleração do crescimento e a expectativa de controle da área fiscal. No relatório Focus desta segunda-feira, a mediana das projeções do mercado para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2023 foi de 5,42% para 5,12%. No caso de 2024, passou de 4,04% para 4,00%.

Além disso, o Focus passou a indicar algo que já vem sendo precificado na curva a termo nas últimas semanas: um corte de 0,25 ponto percentual da Selic a partir de agosto.

Para completar, o relatório apontou um aumento da expectativa de crescimento do PIB em 2023, de 1,84% para 2,14%.

“Toda esta dinâmica, de inflação mais baixa e PIB maior, aliada a um fiscal melhor que o previsto, tem trazido um fluxo grande de capital para cá”, comentou Varejão.

De fato, os dados mais recentes do BC mostram que de janeiro a abril deste ano os estrangeiros aportaram no Brasil 22,713 bilhões de dólares líquidos, considerando investimentos diretos, em ações, títulos, depósitos e derivativos.

Neste cenário, o Goldman Sachs projeta um dólar a 4,60 reais no horizonte de três meses e a 4,40 reais em seis meses.

Profissional ouvido pela Reuters pontuou ainda que, em função do feriado nos EUA, a liquidez esteve menor no Brasil neste pregão.

O recuo do dólar ante o real nesta segunda-feira ocorreu a despeito de, no exterior, a moeda norte-americana estar subindo ante a maior parte das divisas de países emergentes ou exportadores de commodities. O dólar também avançava ante uma cesta de moedas fortes.

Às 17:14 (de Brasília), o índice do dólar –que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas– subia 0,21%, a 102,510.

No Brasil, pela manhã, o Banco Central vendeu 11.500 dos 16.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados na rolagem dos vencimentos de agosto.

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