O Banco Central adicionou mais US$ 3 bilhões da conta de vendas da divisa em leilões que passou de US$ 23 bilhões desde a semana passada.
A intervenção desta sexta (20), para tentar sufocar o dólar mais que na quinta – quando o leilão de US$ 8 bilhões conseguiu domar a alta da moeda -, tem surtido efeito.
O real se valoriza 1,19%, cotado a R$ 6,08. Mas o dólar chegou a cair mais de 1,5% pela manhã, e tem ido e voltado nos decimais.
A negociação de hoje com bancos, corretoras e dealers foi com compromisso de recompra da moeda até julho de 2025, ou seja, é recurso que volta para as reservas cambiais brasileiras.
Roberto Campos Neto, presidente do BC, informou nesta manhã que as reservas têm cerca de US$ 370 bilhões em estoques.
Mas ainda a autoridade monetária brasileira pode partir para mais um leilão neste último dia da semana, e praticamente o último útil de dezembro, uma vez que ontem o BC anunciou que poderia irrigar o mercado com até US$ 7 bilhões.
Assim, se a moeda dos Estados Unidos voltar a endurecer, a promessa pode ser cumprida.
Vale dizer que a saída de recursos do País, que tem dado margem ao ataque contra o real, mistura remessas das empresas e fundos às suas matrizes, além fuga pura e simples pelo risco Brasil. Até esta semana, o déficit em transações correntes deve ter chegado a US$ 10 bilhões.





