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EDITORIAL – A cultura folclórica de gastos

A cultura folclórica de gastos.

Coisas estranhas foram sendo postas na cabeça do brasileiro, e hoje fazem parte da cultura e do folclore do país.
E não tem nada a ver com a mula sem cabeça, o curupira ou o saci pererê, que habitam o folclore, o imaginário popular, e que são até bem divertidos.
Não, não tem nada a ver com folclore, são coisas muito piores.
Por exemplo, a constituição brasileira, que Roberto Campos chamou de besteirol, obriga que determinados percentuais do orçamento sejam destinados às diversas áreas da administração pública.
Sim, por lei, uma quantidade X de dinheiro deve ser destinada única e exclusivamente para um determinado ministério X, que irá administrar os recursos conforme as necessidades forem surgindo.
Mas na prática as coisas não são bem assim, o dinheiro vai desaparecendo, as necessidades e urgências vão aumentando, e com isso vão se exigindo mais dinheiro, para resolver problemas que já deveriam estar resolvidos há muito tempo.
Mas o governo lava as mãos, diz que os recursos foram destinados, e os problemas continuam.
A cultura administrativa pública do Brasil, tem algo bem mais folclórico que o saci, e a mula sem cabeça.
Vira e mexe, tem debates acalorados nas bancadas de jornalismo sobre verbas públicas, e via de regra, se ouve que o “o governo não gastou o que manda a constituição em determinada área”.
Essa exigência de destinar recursos, de gastar seja lá com que ou onde, é uma exigência que a imprensa profissional adora de paixão, e a população acredita, e também passa a exigir gastos e mais gastos sem controle.
O que deveria ser exigência da imprensa e da população, seria uma melhor gestão e eficiência nos gastos, que consequentemente aumentaria os investimentos.
Mas infelizmente, no Brasil, criou-se a cultura dos gastos exigidos por lei pela constituição, e as manchetes nos jornais pedem que a lei seja cumprida, e que o dinheiro seja destinado, seja gasto.
O Brasil tem uma cultura de gastos dificílima de ser mudada, e enquanto as manchetes e a população não compreenderem que é necessário poupança para aumentar investimentos, estaremos sempre parados, no mesmo lugar.
E absolutamente urgente mudar a cultura de gastos, para eficiência de gestão.
A melhor gestão dos recursos públicos, beneficiaria toda a sociedade, e até o saci pererê e a mula sem cabeça ficariam felizes.

T&D

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