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EDITORIAL – Explorando a tragédia

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Após uma reunião do CDESS, Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (conhecido como Conselhão), o Ministro/Secretário de Apoio a Reconstrução do RS deu uma declaração também extraordinária, dizendo: “a gente não sabe pra que lado se mexer”.
Obviamente que a situação é extremamente grave, e de difícil solução, isso é inegável.
Mas com essa declaração, só aumenta a desconfiança em relação ao enfrentamento do problema.
Uma liderança não pode declarar que não sabe o que fazer, pois aumenta a desesperança na população que está desabrigada, com fome, frio, e que perdeu tudo para as águas. Não sabe o que fazer e só espera por ajuda que, diga se de passagem, tem chegado mais da própria população sofrida, e menos dos governos estadual e e federal.
O que se espera em momentos dramáticos como este do RS, é que haja uma liderança capaz de, primeiro, olhar com empatia para as vítimas afetadas e, ao invés de tentar colher dividendos políticos, partir para ações concretas de apoio à população, mostrando pelo menos boa vontade em resolver os problemas que realmente são gigantescos.
Mas o que o Brasil tem visto, são palanques políticos com discursos e declarações de incompetência como esta do Ministro/Secretário criado por Lula para recuperação do RS.
O próprio presidente da república tem se aproveitado politicamente da tragédia do RS, para fazer comícios com declarações nada apropriadas, como se estivesse em cima de uma caixa de madeira no sindicato dos metalúrgicos nos anos de 1980.
O governador do estado do RS também nada tem dito, e pouco tem feito a respeito de seus irmãos gaúchos, mantendo uma discrição que deveria ser adotada em sua vida privada, mas não neste caso de tamanha comoção.
Como se não bastassem as poucas ações dos governos, seja em palavras ou em obras, para diminuir o sofrimento dos irmãos gaúchos, temos uma imprensa que costuma avalizar o que não está sendo feito, como se fosse um dos trabalhos de Hércules, e isso não ajuda em nada, e só piora ainda mais o sentimento de revolta das vítimas e de toda a sociedade, que foi trocada pelo mega show de horrores e sexo explícito no Rio de Janeiro.
A adulação e o apoio da imprensa, mais a inércia dos governos estadual e federal, não contribuem em nada para suavizar o sofrimento das vítimas gaúchas.
“Assim, os amigos corrompem pela adulação, e os inimigos corrigem pela agressão”.
Santo Agostinho de Hipona, em Confissões (Recomendamos).
T&D

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