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EDITORIAL – Uniformidade de tratamento

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Há regras claras sobre a uniformidade de tratamento, que é quando os pronomes precisam ser usados de maneira adequada, de maneira uniforme, igual; não se usam dois pronomes diferentes em um mesmo texto quando se refere a mesma pessoa gramatical.
Isso é uma regra de linguagem, de texto, de redações, inclusive as da imprensa, que, no tocante à regra, até sabem bem como utilizar, mas, nas opiniões, a uniformidade de tratamento não existe, e é bem confusa.
Neste momento de eleições mundo afora, as opiniões são as mais variadas, e nada uniformes, mesmo quando se trata do mesmo comportamento, não em pessoas não gramaticais, mas reais, e tem sido muito comum ver como o que se condena em X, por ser de outro espectro político contrário, se fazem vistas grossas quando em Y, por ser geralmente pertencente ao espectro político simpático ao missivista.
São comportamentos que, houvesse uniformidade de tratamento, e um pouco de lógica de raciocínio, deveriam ser condenados, ou absolvidos, mas jamais os dois tratamentos para um mesmo comportamento.
Trocando em miúdos, para uma linguagem mais em voga, passa-se pano para X, e condena-se o mesmo em Y, simplesmente por questões ideológicas.
Pois é exatamente o que está acontecendo neste momento de eleições.
Recente, a imprensa passou a condenar um suposto envolvimento de partidos de direita com o nazismo, mas ninguém da imprensa fez o mesmo da esquerda com o comunismo, que já eliminou mais vidas que todas as guerras juntas, e continua matando de fome como em Cuba e Venezuela, além de cercear direitos humanos básicos.
Não se trata, neste caso, de defender ou acusar este ou aquele de envolvimento com isto ou aquilo, mas de se utilizar de maneira minimamente isenta a uniformidade de tratamento, principalmente por aqueles que se arvoram em defensores da igualdade em tudo, lutam pela justiça social, e se auto-denominam democratas.
E há mais exemplos estranhos acontecendo neste momento de eleições mundo afora.
E maus exemplos, cuja uniformidade de tratamento e comportamento são de uma ambiguidade ímpar, como personas que se arvoram em democratas puro sangue, e não aceitam as escolhas dos eleitores, tomando medidas drásticas na esperança de continuarem no poder, em nome da democracia.
Só é democracia quando vencem eleições, quando perdem, o mundo estará em perigo.
Bizarro, absurdo!
Se as escolhas dos eleitores forem pela mudança, significa que o povo não gostou do modelo atual, e tem o direito de mudar, gostem ou não os pseudo-democratas de plantão no poder.
Se no poder não souberam avaliar os anseios do povo com uniformidade de tratamento, sobrecarregando-os com pesados dogmas e impostos, e privilegiando alguns, o povo tem o direto, e até o dever, de provocar mudanças.
Se as mudanças serão para melhorar, só o tempo dirá, mas cabe a sociedade decidir sobre isso, exercendo o direto democrático de escolher seus governantes.
A sociedade com certeza, saberá usar a uniformidade de tratamento nas exigências futuras aos novos escolhidos.
É absolutamente necessária e justa, portanto, a uniformidade de tratamento.

T&D

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Uma resposta

  1. Parabéns pelo excelente editorial.
    Realmente o que prevalece é o uso de dois pesos e duas medidas. É flagrante a falta de uniformidade no tratamento.
    Quanto mais verbos terminados em “ar” (primeira conjugação) mais pobre é o linguajar. Transformam qualquer adjetivo ou substantivo em verbo. Exemplo: COISAR… Argh!

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