(Reuters) – O El Niño pode reduzir a safra recorde de café prevista para o Brasil em até um quinto, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), já que o calor excessivo e as chuvas irregulares ameaçam a produção.Para este ano, a estatal Conab previu uma produção histórica de 66,7 milhões de sacas de 60 kg de grãos de arábica e canéforas (conilon/robusta).
Apesar das perspectivas climáticas sombrias, os cafeicultores estão mais bem preparados do que durante episódios anteriores do El Niño, graças aos avanços tecnológicos que permitem uma safra mais resistente às variações climáticas.Nos últimos anos, os cafeicultores reforçaram sua capacidade de mitigar os riscos climáticos por meio da rápida expansão dos sistemas de irrigação, investindo fortemente nessa tecnologia para reduzir sua dependência das chuvas cada vez mais irregulares, impulsionadas pelas mudanças climáticas.
Mesmo assim, espera-se que o El Niño perturbe o ciclo biológico da safra, especialmente durante o período de floração no segundo semestre de 2026. Calor excessivo e chuvas irregulares podem levar a uma floração desigual e malsucedida, segundo especialistas.




