Etanol: preços firmes, mas sob desafios

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Consultor da Argus destacou que, a volatilidade do dólar, que chegou a ser um ponto crítico no início de janeiro, recuou para o segundo plano diante da estabilização da cotação próxima a R$ 6. No entanto, novos pacotes de sanções internacionais e a instabilidade nas cotações de petróleo continuam a pressionar os preços dos combustíveis.

O diesel, que praticamente não sofreu reajustes em 2024, tem um impacto inflacionário direto, levando a Petrobras a evitar aumentos significativos. Por outro lado, a gasolina, menos sensível à inflação e com alternativas como o etanol, recebeu ajustes mais visíveis.

Alta no ICMS da gasolina e pressão do petróleo favorecem uma alta do biocombustível, mas oferta está confortável e deve atender consumo, segundo analistas

O mercado de combustíveis enfrenta hoje pressões de alta no país, o que pode encarecer o etanol hidratado. Ainda assim, o cenário de oferta do biocombustível deve garantir que os preços do renovável fiquem mais competitivos do que a gasolina até o fim da entressafra de cana-de-açúcar na região Centro-Sul.

A partir de 1 de fevereiro, o ICMS sobre a gasolina subirá R$ 0,10 o litro, a R$ 1,47 o litro. Esse ajuste já dá ao preço do etanol mais margem de correção sem que ele tenha perda de competitividade, avalia Tarcilo Rodrigues, diretor da comercializadora de etanol Bioagência.

Do início de novembro até a semana passada (até 11 de janeiro), o valor do litro nos postos de São Paulo subiu 2,3%, para R$ 3,96, de acordo com a ANP. Nesse preço, o biocombustível correspondeu a 67% do valor da gasolina.

 

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