O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou um montante que varia entre R$ 350 bilhões e R$ 354 bilhões em gastos públicos, subsídios, financiamentos e renúncias fiscais em meio à campanha eleitoral de 2026. A estimativa consta em um levantamento realizado pela Revista Oeste e jornal O Estado de S. Paulo em parceria com o economista Marcos Mendes, que monitora os desembolsos federais ao longo do ano.
De acordo com os dados publicados, a divisão das medidas econômicas e sociais indica que 180,6 bilhões de reais foram destinados a créditos e subsídios para categorias e setores específicos. Outros 69,6 bilhões de reais foram aplicados em benefícios sociais e programas de transferência de renda, enquanto as renúncias tributárias somaram 68,5 bilhões de reais em desonerações e perdão de tributos.
Os valores registraram forte elevação na reta final da disputa do segundo turno da eleição presidencial contra o candidato Flávio Bolsonaro (PL). Entre as ações adotadas ou anunciadas pelo governo federal em 2026, destacam-se o programa Prospera MEI, que prevê o perdão de aproximadamente 12,6 bilhões de reais em dívidas ativas de microempreendedores individuais — condicionado à aprovação no Congresso —, e a promessa de repasses subsidiados de até 5 mil reais a fundo perdido para microempreendedoras. Também foram implementados um reajuste de 15% no Bolsa Família, novas edições do programa Desenrola e aportes para financiamento de frotas de transporte, companhias aéreas e produtores rurais. No campo social e de regulação, o período foi marcado pela inclusão de canetas emagrecedoras na rede do SUS e pela edição de portaria proibindo plataformas de apostas esportivas on-line.
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