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FARSUL – ‘Faltam critérios’ do governo para avaliar defensivos em produtos importados

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A Federação de Agricultura do Rio Grande do Sul (FARSUL) chamou hoje o governo de “mentiroso” e “truculento” na condução das informações acerca do uso de defensivos agrícolas em produtos importados. A manifestação tem como base um parecer técnico encomendado pela entidade e que foi entregue na última terça-feira (11/6), no qual se recomenda clareza nas exigências que serão cobradas pelo governo na hora de importar alimentos de outros países.
Apesar de a recomendação ser geral, o parecer realizado pelo toxicologista gaúcho Claud Goellner sugere solicitar “garantias e ações” ao governo a partir da possibilidade de haver um leilão de arroz. A análise foi encomendada pela FARSUL para levantar informações sobre 39 defensivos que são utilizados em potenciais exportadores asiáticos do cereal.
O toxicologista detalha que no levantamento com os insumos usados no arroz asiático, também é possível identificar alguns com uso proibido no Brasil. “Se houver importação, o governo precisa se cercar de garantias que funcionem como critérios para países candidatos a vender qualquer produto, especialmente o arroz”, disse.
O parecer defende a apresentação de comprovações técnicas de resíduos que vão nos produtos. Segundo a FARSUL, os insumos são proibidos ou não têm autorização para uso no Brasil e, por isso, não poderiam ser usados em alimentos que entrem em território nacional.
“São necessárias exigências mais claras para importar o produto. Não é uma questão do tipo do produto, mas que o leilão seja feito com critérios estabelecidos e que garantam segurança alimentar”, explicou à reportagem o toxicologista.
A FARSUL informa estar preocupada com a distribuição de notícias falsas sobre o tema pelo governo federal. “Afirmamos que, caso os leilões da Conab trouxessem arroz produzido na Ásia, não havia nenhum impedimento a isto nos editais, este poderia ter sido cultivado com defensivos não permitidos no Brasil. Entretanto, o Governo Federal se manifestou declarando que essa informação era ‘mentira’ “, detalha a nota da entidade.

Garantias

Goellner enfatiza que não é uma questão do tipo de produto agrícola que é usado, e sim de garantia governamental sobre controle das substâncias que são utilizadas em outros países parceiros comerciais do Brasil.
“Esse é um alerta para que as autoridades estejam preocupadas com a segurança alimentar. Precisamos ter clareza sobre as garantias que o governo vai oferecer na importação e se vai exigir critérios [de controle] acerca de defensivos usados em países que exportaram para o Brasil”, acrescenta o toxologista.
Ele destaca que podem ser produtos “banidos ou que tiveram registros cancelados por questões toxicológicas e de segurança”, o que impõe um controle de risco maior. E, acrescenta ele, para conhecer o risco será necessário pesquisar e analisar todos os produtos.
“É necessário o controle de qualidade do produto, saber qual autoridade fará esse controle, ao passo que o governo precisa oferecer garantias de que isso vai ser feito”, indicou.
Goellner disse que o parecer foi solicitado com a preocupação de haver algum risco à saúde dos consumidores em função de situações como o leilão, cujo edital ainda não possui informações mais criteriosas.
“A agricultura é diferente em cada país, por questões de solo, clima, problemas de pragas e doenças, manejo de cultura. Então, ao comparar os produtos entre países, haverá diferenças entre usos”, argumenta.
“Minha preocupação como especialista é quais são as garantias que o governo vai dar ou vai exigir do país exportador no que diz respeito ao uso dos produtos”. Ele acrescenta que o uso não autorizado não implica que não pode ser importado, mas em quais garantias e explicitações que o governo vai deixar nos editais.

Globo Rural

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