Se o cenário do Brasil é visto como certo em relação à inflação, como o IPCA na quarta-feira deverá referendar os últimos dados de fevereiro (o IPCA-15 e o IGP-DI de ontem), enquanto a atividade econômica cai e deverá ser atestada pelo nível da indústria pelo IBGE logo mais, corroborando as últimas informações setoriais e de empregos, dos Estados Unidos o ambiente gera incerteza.
E pode deixar a terça-feira à mercê novamente da situação por lá. Na segunda, o dólar esticou mais de 1%, a R$ 5,85, com o comprometimento das moedas dos emergentes, mas nessa passagem do dia o dólar index recua.
O Ibovespa deve ter alguma influência local, com a retomada dos balanços corporativos do 4T24 após a pausa do Carnaval, ao passo que os índices futuros de ações nos Estados Unidos se recuperam da caída brusca da véspera.
À medida que o script do governo dos Estados Unidos não se define por inteiro sobre as tarifas que vão e voltam, à exceção à China, e os dados gerais da economia acendem um alerta para desaceleração – o relatório Jolts, de vagas abertas, está no radar hoje contra o payroll da sexta que apresentou menor número de empregos no mês anterior -, nada está resolvido.
Com o Federal Reserve mantendo a confusão, entre falas do dirigente, Jerome Powell, de que não há pressa para corte de juros, ao mesmo tempo em que alerta para os riscos da economia.





