A base do governo no Senado decidiu não levar ao plenário a proposta que extingue a escala de trabalho 6×1, temendo a falta de senadores para garantir os 49 votos necessários à aprovação. O líder do governo, Randolfe Rodrigues (PT-AC), afirmou que, apesar de contarem com 53 ou 54 votos, a ausência de senadores tornava essa margem insuficiente. Ele atribuiu essa situação a uma “ação coordenada” da oposição, que incluiu senadores como Flávio Bolsonaro e Rogério Marinho, que se posicionaram contrários à mudança.
Antes, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) havia aprovado a PEC 221/2019, alterando a jornada de trabalho e garantindo dois dias de descanso remunerado por semana. A votação no plenário deve ocorrer após o primeiro turno das eleições, com o próximo esforço concentrado do Congresso previsto para a segunda semana de outubro. Marinho, um dos senadores contrários à proposta, apresentou uma alternativa que mantém a escala 6×1 com possibilidade de negociações diretas entre trabalhadores e empregadores.
Fonte: “Revista Oeste”
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