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Ibovespa fecha com declínio discreto, mas tem melhor mês desde o final de 2020

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Foto: Reuters

(Investing) – O Ibovespa fechou com um declínio discreto nesta sexta-feira, com uma forte queda das ações da Petrobras o afastando das máximas da sessão, quando trabalhou acima dos 119 mil pontos, mas ainda registrou o melhor desempenho mensal desde o final de 2020.

O sinal positivo que prevaleceu na maior parte do último pregão de junho — e também da semana, do segundo trimestre e do primeiro semestre — encontrou suporte em uma avaliação positiva do desfecho da reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN) e em dados mostrando novo alívio na inflação nos Estados Unidos.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,25%, a 118.087 pontos, encerrando na mínima do dia, após chegar a 119.447,25 pontos na máxima. O volume financeiro somou 32,76 bilhões de reais.

Com tal desempenho, o Ibovespa recuou 0,75% na semana, mas acumulou uma alta de 9% em junho, melhor desempenho mensal desde dezembro de 2020 (+9,3%), ajudado por fluxo de capital externo em meio a perspectivas de o Banco Central começar a cortar os juros no segundo semestre.

Assim, o índice terminou o segundo trimestre com acréscimo de 15,9%, maior ganho trimestral desde os últimos três meses de 2020, contabilizando na primeira metade do ano elevação de 7,6%.

Dados da B3 (BVMF:B3SA3) mostravam que as compras por estrangeiros superavam as vendas em 7,8 bilhões de reais no mês até o dia 28, após saídas líquidas de quase 4,3 bilhões de reais em maio. Os números não consideram o fluxo para ofertas de ações.

De acordo com o diretor de investimentos da Reach Capital, Ricardo Campos, esse movimento teve como pano de fundo avanço sobre a nova regra fiscal do país combinado com melhora em dados de preços, que fortaleceram perspectivas de que o BC começará em breve um ciclo de flexibilização da taxa Selic.

“Mas ainda está muito devagar…quando os juros começarem a cair de fato, esse fluxo deve acelerar”, afirmou, chamando atenção para a presença de investidores internacionais nas ofertas recentes de ações. Apenas nesta semana, Localiza (BVMF:RENT3), Vamos (BVMF:VAMO3) e Direcional (BVMF:DIRR3) precificaram follow-ons

As expectativas de economistas e apostas no mercado vêm se consolidando para um primeiro corte em agosto, principalmente após sinalizações recentes da autoridade monetária. A dúvida ainda persiste sobre a magnitude — 0,25 ou 0,5 ponto percentual.

A decisão do CMN na véspera de manter em 2026 a mesma meta de inflação de 3% já vigente para 2024 e 2025, embora o governo tenha decidido adotar uma meta “contínua” a partir de 2025, corroborou as perspectivas mais otimistas em relação à Selic, ainda que existam algumas questões em aberto.

Na visão do economista-chefe para América Latina do Oxford Economics, Joan Domene, a decisão do CMN sustentará a queda das expectativas de inflação. Ele decidiu antecipar a projeção para um primeiro corte de juros em agosto, citando ainda um viés inesperado “dovish” (mais inclinado a corte de juros) na ata da última reunião Copom.

A ata do Comitê de Política Monetária, divulgada na última terça-feira, mostrou que a maioria dos membros do colegiado vê chance de iniciar um afrouxamento monetário “parcimonioso” na próxima reunião, em agosto, desde que se consolide um cenário de inflação mais benigno.

Em Nova York, o S&P 500 fechou em alta com alívio em um índice de preços bastante monitorado pelo Federal Reserve. Em maio, o índice PCE subiu 0,1%, após alta de 0,4% em abril. O núcleo, que exclui alimentos e energia, aumentou 0,3%, de 0,4%.

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