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Ibovespa fecha novamente em queda e marca maior sequência de perdas desde 1984

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(INVESTING) – O Ibovespa fechou em queda nesta segunda-feira pela décima sessão consecutiva, marcando a maior série de baixas em quase quatro décadas, com o declínio da Vale respondendo por uma relevante participação no desempenho negativo.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,06 %, a 116.809,55 pontos. O volume financeiro somou 22,3 bilhões de reais.

A última vez em que o Ibovespa caiu por mais do que 10 pregões foi entre o final de janeiro e o começo de fevereiro de 1984, quando fechou em baixa por 11 pregões seguidos, segundo dados da Refinitiv.

Desde o começo da agosto, os estrangeiros têm vendido mais do que comprado ações brasileiras, com o saldo acumulado no mês até o dia 10 negativo em quase 6,6 bilhões de reais, em dados que excluem as ofertas de ações.

Nesta sessão, em particular, as negociações na bolsa paulista tiveram como pano de fundo o declínio de commodities como o petróleo e o minério de ferro no exterior, enquanto a agenda local destacou o índice de atividade econômica IBC-Br.

A temporada de balanços no Brasil também está em sua reta final nesta semana, incluindo uma bateria de resultados após o fechamento da B3 (BVMF:B3SA3) nesta segunda-feira. Antes da abertura, Embraer reportou seus números.

E agentes financeiros também têm no radar nos próximos dias os vencimentos do índice futuro — na quarta-feira — e de opções sobre ações na sexta-feira.

Análise gráfica do Itaú BBA diz que o “copo meio cheio” é que o Ibovespa segue em tendência de alta e que o movimento de baixa recente não se trata de um movimento de aversão a risco, por enquanto, mas de realização de lucros.

Eles calculam que se o Ibovespa permanece acima da região de 116.300/115.700 pontos continua em tendência de alta.

Apesar de o número de sessões em baixa chamar a atenção, o Ibovespa acumulou no período um declínio de apenas 4,2%, depois de avançar 19,7% em quatro meses seguidos de alta, com parte relevante dessa alta atribuída à perspectiva de queda da Selic.

Na visão do gestor e sócio-fundador da Trígono Capital, Werner Roger, talvez o mercado tenha antecipando o cenário de queda da Selic, se movimentado no famoso “sobe no boato e cai no fato” e agora está remodelando os efeitos do alívio monetário.

“Não é só a queda da Selic que vai resolver todas as questões macro….temas como o arcabouço fiscal, a reforma tributária, a reforma administrativa ainda precisam ser equacionados”, afirmou.

Preocupações com a saúde da economia chinesa e a política monetária norte-americana também têm corroborado a correção no mercado acionário brasileiro.

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