Inflação sobe e Selic cai em 2026, sem mudanças previstas para 2027

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BRASÍLIA — O mercado financeiro elevou pela quarta semana consecutiva a estimativa para a inflação oficial do país em 2026. De acordo com o Boletim Focus, divulgado excepcionalmente nesta terça-feira (13 de outubro de 2026) pelo Banco Central, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ao final deste ano saltou de 5,01% para 5,22%.
O avanço consolida a expectativa de que a inflação termine o período acima do teto da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), cujo limite máximo de tolerância é de 4,50%. Para o ano de 2027, a previsão dos analistas consultados permaneceu estável em 4,30%.
Apesar da pressão nos preços, os economistas das principais instituições financeiras revisaram para baixo a trajetória da taxa básica de juros (Selic). A expectativa para o fechamento de 2026 recuou de 13,50% para 13,25% ao ano, o que indica a previsão de dois cortes adicionais de 0,25 ponto percentual por parte do Comitê de Política Monetária (Copom) nas reuniões de novembro e dezembro. Para o encerramento de 2027, a taxa estimada foi mantida em 12,00%.
No câmbio, o relatório apontou uma redução na projeção para o dólar, que caiu de R$ 5,20 para R$ 5,15 no fim de 2026, quebrando uma estabilidade que já durava 16 semanas. O movimento reflete o ajuste de expectativas do mercado após o encerramento do primeiro turno das eleições presidenciais. Já para o Produto Interno Bruto (PIB), o cenário de atividade econômica foi reiterado, com expectativa de crescimento de 1,85% para este ano e de 1,40% para o próximo.

Produção assistida por IA e revisado por nossa redação.

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