Irã se prepara para retomada de ataques dos EUA

Compartilhe nas suas redes sociais:

O Oriente Médio enfrenta um cenário de forte apreensão com a possibilidade de retomada dos combates diretos entre os Estados Unidos, Israel e o Irã logo após as eleições de meio de mandato norte-americanas, conhecidas como midterms. Embora o presidente Donald Trump tenha afirmado publicamente que Washington não realizaria novos ataques antes da votação, o governo do Irã e suas forças armadas elevaram o estado de alerta e intensificaram os preparativos para uma nova escalada militar.
No fim de outubro, o major-general iraniano Ali Abdollahi declarou que o país monitora de perto as movimentações ocidentais e responderá de forma imediata com medidas surpresa a qualquer agressão. O ceticismo diplomático é grande em Teerã, especialmente sob o comando do novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, que assumiu o posto após a morte de seu pai e acredita que o objetivo final de americanos e israelenses é a derrubada do regime político local.
Do lado ocidental, informações de bastidores publicadas pelo jornal The Wall Street Journal apontam que os Estados Unidos já alertaram nações árabes do Golfo Pérsico para se prepararem para uma campanha militar curta e intensa contra o Irã no período pós-eleitoral. Os planos conjuntos com Israel envolvem possíveis bombardeios a instalações estratégicas iranianas, como o complexo nuclear subterrâneo de Kooh Kolang. Enquanto isso, a movimentação de tropas americanas e o envio de sistemas de defesa aérea Patriot para a região alteraram a rotina de civis e empresas no Golfo. Moradores têm antecipado viagens, escolas traçaram planos de evacuação e grandes petrolíferas suspenderam o envio de executivos para conferências no Oriente Médio devido ao iminente risco de conflito aberto.
Site protegido contra cópia de conteúdo
Toque para assistir agora