Em semana de nova super-quarta, com taxas de juros no Brasil e Estados Unidos na quarta-feira, é muito improvável que a desaceleração que o Boletim Focus, desta segunda (17), trazendo projeções de flexibilidade para menor da inflação (de 5,68% para 5,66%) ofereça algum reflexo nos mercados.
Tampouco a atividade econômica de janeiro, medida pelo Banco Central, a chamada prévia do PIB, terá impacto duradouro.
O dólar abriu em queda e já em 0,29%, R$ 5,72, sobre a queda de 1% na sexta, seguindo a “mão pesada” do presidente Donald Trump, agora apontando em taxas para automóveis (com Europa no centro) e reafirmando suas tarifas recíprocas para 2 de abril, bem como as expectativas do Copom e do Fomc.
Aqui, se conhece o script da Selic, contratada em mais um ponto percentual em dezembro (sobre outro 1 pp de janeiro), mas os agentes financeiros querem mesmo é ver o guidance para o futuro, em meio a sinais de menor desempenho econômico e ainda o lado fiscal pesando, apesar do bom resultado das contas públicas de janeiro, que surpreendeu com o superávit federal de R$ 83 bilhões.
Aliás, o Focus cortou a estimativa do PIB, de 2,01% para 1,99% este ano e estacionou novamente a Selic em 15%. Deixou o dólar em R$ 0,01 centavo menor, R$ 5,98.
Para o comitê de política monetária do Federal Reserve, o Fomc, fica os dados de aquebrantamento da economia, ainda moderado, mas paira os alertas cada vez mais severos do peso da política comercial da administração do país que pode resultar em deterioração da atividade. No entanto, hoje os dados de vendas do varejo podem reverter, em 0,6%, a forte queda de 0,9% em janeiro.






