Olha lá se o dólar poderá buscar novas mínimas nesta sexta-feira no Brasil. E não está difícil que venha a acontecer, inclusive em caminho diferente do que foi na quinta, quando começou o dia subindo e só virou após o almoço para ficar em R$ 5,93, em recuo de 0,34%.
Daqui a pouco sairá o IPCA-15, do IBGE, que sinaliza a inflação oficial (IPCA) de janeiro, com perspectiva de algum alívio, ainda que o núcleo alimentos siga apontando para alta.
Com o mercado meio lá, meio cá, esperando os resultados da arrecadação federal de dezembro, com o chefe da Fazenda Fernando Haddad insistindo que virá melhor, e sem outras novidades domésticas a gerar estresse – não se espera nada, por ora, quanto às medidas de barateamento dos alimentos e remédios, que o ministro nega que serão subsídios -, mais de Donald Trump está no radar, positivamente.
Ontem, falando ao mundo econômico de Davos, atenuou a verborragia sobre os mercados externos que possuem altos saldos com os EUA, dando a entender que o aumento de tarifas não virá tão logo e (talvez) menos intenso, deixa o ar mais respirável.
Junto com o petróleo que está fechando a semana em baixa de US$ 78 o barril em Londres – o presidente americano tirou a fervura dos US$ 80 ao falar que vai incentivar a maior produção local -, alivia mais ainda as altas de até a semana anterior do dólar index. Recua 0,42% neste instante e os títulos do Tesouro dos EUA, vão atrás.
Mesmo que paire, quase definitivamente, que na próxima semana, não haverá redução de juros pelo Federal Reserve. Aliás, super-quarta (29), com o Copom aqui no Brasil também, só que com pelo menos mais 0,25 ponto percentual.





