O Ibovespa pode amargar uma nova queda, puxada pela Petrobras. E o dólar deve ficar entre os dados da Pnad Contínua, com os números de desemprego no trimestre até janeiro, ainda repercutindo o Caged com 137 mil vagas abertas no mês passado (mercado queria 50 mil) e as disputas tarifárias dos Estados Unidos.
Mas o peso da direção dos investidores hoje igualmente é marcado pelo déficit em conta corrente, que cresceu, como menor entrada de recursos diretos, apesar de que em janeiro a Receita oficializou na quarta que o endividamento do governo federal caiu.
A estatal reportou prejuízo líquido de R$ 17 bilhões no 4T24. Reputou à oscilação cambial, provisionamento de investimentos e aceitação em juízo de pagamentos a credores que vinham sendo carregados, ou seja, nada que mostrem negócios operacionais fracos, mas o mercado não deve achar graça.
Menos ainda porque os dividendos anunciados serão de R$ 9,1 bilhões – poderiam ser mais de os resultados fossem melhores.
Já o real abriu perdendo de novo sobre a véspera (R$ 5,80, com o dólar a mais 0,83%). O divisa forte, refúgio, avança 0,16%, a R$ 5,81.
Está embutindo ainda o número de empregos que o Trabalho informou e a taxa de desemprego mostrando segunda alta, de 6,5% no último trimestre, mas ainda, representando um mercado de trabalho aquecido. E de trabalho aquecido o mercado não quer saber, porque implica em consumo X inflação X juros, na cartilha pragmática da economia liberal.
Pelos lados dos Estados Unidos, a situação é nervosa pelas idas e vindas. Pouco depois de anunciar que o adiamento dos 25% ao México e ao Canadá iria acabar semana que vem, o presidente Trump chegou a comentar que, de repente, será postergado para abril.
Nesse cenário, confuso, entra também a renovada ameaça de 25% à Europa, que vai pegar em cheio os automóveis e fármacos. O bloco da União Europeia prontamente se disse, ontem, pronto a retaliar. E ainda pode vir mais entre EUA e China.






