Mercados financeiros: 6ª quente de “Natal”

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A sexta, último dia praticamente útil do ano, não reserva nada além de novo round de estresse.

O BC prometeu mais US$ 7 de leilão, com garantia de recompra (o que significa que volta depois para as reservas, note-se). Só que enquanto ontem os US$ 8 bi também leiloados surtiu algum efeito (dólar a R$ 6,12, -2,32%) hoje poderá ser outra coisa.

Vai depender se o mercado está disposto a se movimentar ou se as festas começaram. Pior é que o pacote do Haddad foi desidratado na Câmara como era de se esperar dessa nobreza parlamentar, e aprovado com louvor pelo Senado.

Contas serão feitas para saber o que da redução de R$ 71 bi de economia em 2 anos ficará pelo caminho.

Na ponta americana, o dia promete ferver. Sai o PCE, a inflação mais “admirada” pelo Fed, com chance de mostrar resistência, após o que a 3ª leitura do PIB do 4T24 ficou acima em uma economia que teima em se manter forte.

Se o Fed já havia avisado, sutilmente (não como aqui no BR, quando os avisos do BC são escancaradamente claros para os rentistas se posicionarem), que as próximas decisões de juros podem não ser tão “reducionistas” mais, os dados de hoje podem alarmar.

Assumindo que Donald Trump agora ameaça a Europa com tarifas e o governo pode ser paralisado depois que o projeto de financiamento, apoiado por ele, foi rejeitado na Câmara. Vai ser reapresentado, mas membros mais conservadores dos Republicanos ainda resistirão, porque implica em derrama de dólares que aumentaria gastos do governo.

Enfim, os índices futuros de ações por lá estão nervosos, em baixa, e o dólar index testa uma queda, mas esperando o dia avançar entre os americanos para ver como fica.

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