O setor de serviços veio com menor pegada em dezembro, acentuando um efeito carrego estatístico importante para janeiro.
E ajudou a tirar a pressão sobre o real, após a inflação dos Estados Unidos ter subido inesperadamente 0,5% em janeiro. O dólar fechou em leve baixa de 0,08%, a R$ 5,76.
Se nesta quinta os dados do IBGE do varejo, também de dezembro, contribuírem por alguma estabilidade (só não cairia por conta dos gastos sazonais de Natal), poderá ser outro dia de pressão sobre o dólar.
A anualização desses dois setores, em 2024, apresentará alta, mas o que importa para o mercado é a observação do fim de ano, em baixa para pressionar menos a inflação sobre este começo de ano, embora já está avisado, pelo Banco Central, que haverá mais uma aumento de 1 pp da Selic em março.
No plano externo, mercados estão mais lights com a pressão de Donald Trump para Ucrânia e Rússia formalizarem um acordo, ainda que seja uma brutal capitulação do país invadido, que poderá perder definitivamente até 20% de seu território. Dólar index cai e os futuros de ações de Wall St sobem levemente.
Enquanto isso, nesta quinta ainda, os dados de preços ao produtor do EUA ficam no radar, porque podem corroborar a inflação de janeiro e, mais ainda, apontar para a deste mês, já que há um gap entre o que o produtor paga e o repassa.
Ao mesmo tempo, vai que hoje ainda saia as tais tarifas recíprocas contra vários países e determinados produtos, quando se espera que o Brasil esteja neste pacote.





