Mercados vão cotejar Trump, inflação de Haddad e Lula

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Mesmo com os 25% para aços e alumínios mundiais e os mais 10% sobre produtos chineses, há um certo alívio com as tarifas recíprocas que Donald Trump instituiu, mas que levarão tempo para implementação.

Enquanto o Departamento de Comércio dos Estados Unidos estuda os casos, assimetrias e simetrias entre produtos e países, abrindo janelas de negociações – como analisam algumas vozes – a guerra tarifária mais contundente fica adiada. Desde que não venham outras no pacote que Trump já mencionou, como para veículos e fármacos.

No plano doméstico, o documento do Ministério da Fazenda, de ontem, elevando as projeções do IPCA para 4,8% em 2025, de 3,6% na análise de novembro, pegou de raspão o dólar, que subiu 0,10% (R$ 5,77). Abaixo do Focus, por exemplo, que estimou, segunda, 5,8%. A equipe de Haddad também reduziu a perspectiva do PIB a 2,5%, sobre 2,3% de antes.

Fica em perspectiva se nesta sexta entram a fala do presidente Lula, da quinta, sobre a proposta de futuras medidas de empréstimo consignado para trabalhadores do setor privado e distribuição grátis de gás. A primeira tem poder de deixar o mercado arisco por atiçar a inflação de consumo, como é o caso da proposta de isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil.

A do gás, remete à pergunta: de onde vai tirar dinheiro para o subsídio e como será a proposta de compensação aos cofres públicos (como é a dúvida em relação ao IR)?

Mercado vai cotejar essas duas pontas, a externa e interna, para balizar o dólar e o Ibovespa – este, pelo menos, tem o fundamento pelo lado de balanços financeiros a ser ponderado com a macroeconomia.

Em todo caso, câmbio abriu a R$ R$ 5,759, caindo 0,16% – mas é cedo para qualquer prognóstico.

 

 

 

 

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