Entre o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, que confirmou sua posição de aumentar a Selic em 1 ponto-base, mas aventando possíveis elevações menores à frente, e o assemelhado do Federal Reserve (Fed) fazendo o “mesmo”, será a base da movimentação do mercado financeiro nesta quinta.
Vale predizer que depois de seis altas consecutivas do Ibovespa e sete quedas seguidas do dólar, qualquer ajuste não é descartado, até independente das posições no exterior.
Por ora, o dólar index DXY está forte contra a cesta de seis moedas internacionais, e os índices futuros de ações de Wall St, o S&P 500 e o DOW estão em queda. Os bonds do Tesouro americano igualmente caem em toda curva, principalmente no vencimento mais referenciado, de 10 anos.
O Fed deixou em aberto, ao manter os juros em 4,25% a 4,50%, que pode reduzir os juros duas vezes ainda este ano, porém em proporção menor que se esperava, porque os riscos persistam com as políticas comerciais de Donald Trump. Até a estimativa de crescimento do PIB foi desestimado pelo banco central do país, de 2,01% para 1,8%.
Embora em níveis diferentes, o BC brasileiro se mostrou quase igual ao olhar para o futuro. Ainda estão desancoradas as expectativas inflacionárias, a desaceleração é também tímida, mas o fator cambial menos pressionado pode oferecer algum auxílio e permitir uma elevação mais baixa da Selic na próxima ou próximas reuniões.
Claro que o mercado vai se debater entre esses dois BCs, apostando como de fato será, especialmente no Brasil onde os agentes já precificaram a Selic em 15% este ano, no caso do Focus, ou até 15,75%, segundo algumas casas financeiras.






