Milho abre sexta-feira em queda em Chicago e dezembro volta a operar abaixo de US$ 4,60

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Os preços futuros do milho iniciaram a sexta-feira (23) em queda na Bolsa de Chicago (CBOT), prolongando a pressão observada nas últimas sessões. O contrato dezembro/26 voltou a ser negociado abaixo dos US$ 4,60 por bushel, em um mercado que continua acompanhando o avanço da colheita americana, a perspectiva de ampla disponibilidade do cereal e os sinais de recuperação da demanda exportadora.

O movimento ocorre depois de uma quinta-feira negativa, quando o dezembro/26 encerrou a US$ 4,6050 por bushel, com desvalorização de 0,59%. Segundo análise da Pro Farmer, o vencimento registrou seu menor fechamento em nove semanas, em meio à continuidade das vendas técnicas e à pressão associada à entrada da safra americana.

O avanço da colheita nos Estados Unidos permanece entre os principais fundamentos acompanhados pelos operadores. Segundo o Departamento de Agricultura do país (USDA), 44% da área cultivada com milho estava colhida até o último domingo (18), contra 33% na semana anterior e média de 52% para esta época do ano. Embora os trabalhos estejam abaixo do ritmo histórico, as condições predominantemente secas previstas para o Meio-Oeste americano favorecem a continuidade da colheita e a chegada de novos volumes ao mercado.

A perspectiva de oferta elevada também continua limitando as tentativas de recuperação. Em seu relatório de outubro, o USDA projetou uma produção americana de 407,28 milhões de toneladas de milho na temporada 2026/27, com estoques finais estimados em 46,97 milhões de toneladas. Esses números mantêm a disponibilidade do cereal entre as principais preocupações dos investidores.

Na demanda, os dados divulgados na quinta-feira trouxeram um contraponto positivo. As vendas líquidas de milho americano somaram 1,53 milhão de toneladas na semana encerrada em 15 de outubro, avanço de 36% em relação à semana anterior e resultado 87% superior à média das últimas quatro semanas. Entretanto, os embarques efetivamente realizados recuaram 43%, para 780,3 mil toneladas, mostrando uma diferença entre a recuperação das contratações e o ritmo de escoamento.

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