Notícias do Milho com Vlamir Brandalizze
Mercado do milho
Os preços do milho na B3 apresentam viés de alta, acompanhando a valorização das cotações nos portos, impulsionadas pela disparada do dólar. As indicações de compra para exportação subiram em relação ao fechamento anterior, enquanto a cautela dos vendedores e o retorno da demanda interna podem sustentar os preços no mercado brasileiro.
Chicago
Em Chicago, o milho opera com leve pressão de baixa, influenciado pelo avanço da colheita americana e pela valorização do dólar no mercado internacional. A expectativa de chuvas no cinturão produtor dos Estados Unidos pode dificultar os trabalhos no campo. Apesar disso, os fundamentos globais seguem positivos, com o consumo mundial acima da produção.
Clima e lavouras
O excesso de chuvas, a baixa incidência de luz solar e o encharcamento do solo prejudicam o desenvolvimento das lavouras de milho no Sul do Brasil, especialmente em Santa Catarina. Há relatos de plantas com crescimento abaixo do esperado e dificuldades na absorção de fertilizantes, fatores que podem limitar o potencial produtivo.
Dólar e custos de produção
A valorização do dólar favorece as exportações, mas encarece fertilizantes, defensivos e outros insumos importados. Produtores que ainda não compraram os insumos para a próxima safra podem enfrentar custos maiores, enquanto aqueles que anteciparam as aquisições ficam menos expostos à alta cambial.
Perspectivas
Segundo Vlamir Brandalizze, o mercado brasileiro tende a manter viés de alta, apoiado pela demanda exportadora, pelo câmbio e pela necessidade de recomposição das compras internas. O produtor deverá acompanhar diariamente as oscilações de preços e custos para aproveitar oportunidades de comercialização.
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