Milho entra em momento decisivo: oferta curta, demanda firme e grão vira ativo financeiro

Compartilhe nas suas redes sociais:

Notícias do Milho com Vlamir Brandalizze

Mercado do milho
A B3 recua após o feriadão, acompanhando a queda de Chicago e do dólar, em um movimento de realização de lucros. O mercado também está cauteloso à espera do relatório do USDA, que pode indicar o tamanho da safra norte-americana. Apesar da pressão no pregão, os fundamentos do milho seguem positivos, com expectativa de menor produção nos Estados Unidos e problemas climáticos na Europa, Ucrânia e Rússia.

Mercado brasileiro
No mercado físico, compradores de milho para ração e etanol estão pagando mais diante da oferta limitada. Produtores que têm milho disponível preferem segurar o produto como ativo financeiro e vender apenas quando precisam de caixa. Com a demanda firme e o avanço da colheita, a expectativa é de pressão positiva sobre as cotações.

Exportações
Os embarques de milho em agosto ficaram abaixo dos registrados no mesmo período do ano passado, em parte pelo atraso da colheita da safrinha e pela disputa por espaço nos portos com a soja. A forte movimentação de soja, milho e farelo mostra que a capacidade de embarque está próxima do limite, reforçando a necessidade de investimentos na infraestrutura portuária.

Safra de verão
O plantio do milho avança no Sul. No Rio Grande do Sul, a expectativa é de leve aumento da área, enquanto Paraná e Santa Catarina devem ter pouca alteração. O plantio também começa a ganhar ritmo no Sudeste. O excesso de umidade ainda atrasa algumas áreas, e geadas recentes provocaram perdas pontuais em lavouras de milho recém-germinado no Rio Grande do Sul.

Site protegido contra cópia de conteúdo
Toque para assistir agora