Milho ganha apoio de Chicago, conflitos e demanda externa, mas colheita segura os preços

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Notícias do Milho com Vlamir Brandalizze

Colheita da segunda safra limita reação do milho na B3
O mercado do milho segue com pouca volatilidade na B3, pressionado pelo avanço da colheita da segunda safra. Apesar do ritmo ainda abaixo do esperado, os trabalhos já atingem cerca de 50% da área nacional, enquanto Mato Grosso, maior produtor do país, alcança aproximadamente 70% da colheita. A maior oferta disponível no mercado tem reduzido o espaço para altas mais expressivas nos contratos futuros.

Cotações permanecem estáveis e portos sustentam demanda
Na Bolsa brasileira, o contrato com vencimento em setembro é negociado próximo de R$ 68,50 por saca, enquanto o contrato para maio de 2027 gira em torno de R$ 74,50 por saca. Mesmo com a entrada de um grande volume de milho no mercado interno, a demanda para exportação continua aquecida, com os portos oferecendo preços mais competitivos e ajudando a sustentar as negociações.

Chicago encontra suporte e fortalece cenário de longo prazo
Na Bolsa de Chicago, as cotações do milho registraram recuperação e encontraram suporte na faixa de US$ 4,40 por bushel. Já os contratos para julho de 2027 seguem próximos de US$ 5,00 por bushel, indicando um cenário mais favorável para as negociações de longo prazo.

Europa e Mar Negro reforçam perspectiva positiva
O mercado internacional também recebe suporte da expectativa de maior demanda por importações na Europa, diante da menor disponibilidade de milho no continente. Além disso, as incertezas provocadas pelo conflito na região do Mar Negro seguem reduzindo as perspectivas de oferta global, fator que contribui para manter um viés de alta nas cotações internacionais do cereal, segundo a análise de Vlamir Brandalizze.

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