Milho ganha força com dólar, Chicago e demanda firme enquanto produtor segura as vendas

Compartilhe nas suas redes sociais:

Notícias do Milho com Vlamir Brandalizze

B3 e Chicago
O milho opera em leve alta na B3, influenciado pela valorização do dólar e por Chicago, que também avança, mas de forma mais tímida. Em Chicago, o petróleo dá suporte às cotações, enquanto o mercado monitora o ritmo da colheita americana e possíveis atrasos causados pelas chuvas no Meio-Oeste. O corte na safra dos EUA e a perspectiva de estoques globais menores também sustentam o mercado.

Mercado disponível
A oferta de milho segue mais ajustada no mercado interno, enquanto produtores continuam segurando parte da produção na expectativa de preços melhores. A Argentina, com safra recorde, vem aumentando as vendas ao Brasil, principalmente para o Nordeste, onde o milho argentino é competitivo diante da maior demanda das indústrias de etanol na Bahia e no Maranhão.

Demanda
Compradores dos setores de ração e etanol começam a retornar ao mercado de lotes, após um período de poucos negócios. A expectativa é de maior demanda nos próximos dias, com exportações ganhando ritmo e consumo interno de milho em níveis recordes para ração e etanol.

Clima
No Sul, o excesso de chuvas, a baixa luminosidade e as temperaturas frias preocupam o desenvolvimento do milho de verão. O excesso de umidade pode prejudicar a absorção de fertilizantes e dificultar o plantio, enquanto a falta de sol limita o crescimento das lavouras. Ainda há áreas a serem plantadas, aumentando a atenção sobre as condições climáticas.

Tendência
Apesar da B3 ainda apresentar dificuldade para ganhar força, os fundamentos de oferta e demanda são considerados positivos. A expectativa é de que produtores mantenham vendas graduais, apostando na valorização do milho.

Site protegido contra cópia de conteúdo
Toque para assistir agora