Notícias do Milho com Vlamir Brandalizze
Milho B3 e mercado interno
A B3 mantém leve viés de baixa, pressionada pelo fim da colheita da safrinha, que superou 112 milhões de toneladas, e pela safra brasileira recorde, acima de 144 milhões de toneladas. Com juros elevados, os compradores seguem adquirindo apenas o necessário, enquanto o mercado interno permanece acomodado. O barter tem ganhado espaço, com revendas oferecendo valores mais atrativos pelo milho disponível em troca de insumos.
Fertilizantes e mercado externo
A relação de troca também é favorecida pela queda nos preços do potássio e pelo ritmo mais fraco das importações de fertilizantes. Em setembro, as compras externas somavam 2,6 milhões de toneladas, contra 4,3 milhões no mesmo período do ano passado. Em Chicago, o milho segue pressionado pelos estoques elevados dos Estados Unidos e pela expectativa de avanço da colheita norte-americana.
Exportações e logística
As exportações brasileiras de milho estão abaixo do ritmo de 2025. Em setembro, até a sexta-feira anterior, foram embarcadas pouco menos de 4,6 milhões de toneladas, contra 7,6 milhões no mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano, os embarques somavam 19,1 milhões de toneladas, ante 21,9 milhões. O cenário evidencia gargalos na capacidade dos portos brasileiros, que limitam os embarques mesmo diante de uma safra maior.
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