Morning Call Nova Futura – 4/dez

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Resumo dos mercados (às 5h20):
* S&P 500 Futuro: 0,14%
* Stoxx 50: 0,33%
* Nikkei 225: 0,07%
* Shanghai Composite: -0,42%
* Treasury 10 anos: alta em 4,246%
* DXY: 0,05% em 106,40
* Minério de Ferro (Singapura): 0,38% a US$ 105,50
* Ouro (Comex): -0,21% em US$ 2662,5 por onça-troy
* Petróleo (Brent): 0,10% em US$ 73,70 o barril

Apesar da madrugada marcada por dados decepcionantes na Ásia (PIB da Austrália e PMI chinês), em meio às convulsões políticas na Coréia e na França, bolsas operam com viés de alta, apoiadas pelas falas de membros do Fed ontem, de que há espaço para cortes de juros significativos em 2025, com DAX, Nasdaq e S&P caminhando para novos recordes. Juros sobem levemente, com a taxa de 10 anos americana consolidando acima das médias de 50 e 200 dias, enquanto dólar opera com viés de alta ante a maioria das moedas. Nas commodities, dia misto, com minério de ferro sendo destaque de alta, consolidando acima da média de 200 dias. Por aqui, agenda tem produção industrial e PMI de serviços como destaques, com o mercado ainda de olho na tramitação das medidas de ajuste fiscal no Congresso. A alta de bolsas e commodities sugerem viés de alta para o Ibovespa no início da sessão, mas dólar deve abrir pressionado pelo exterior. Nos juros, a produção industrial deve pautar a ponta curta, enquanto os vértices de médio e longo prazo devem abrir em linha com a dinâmica das taxas no exterior.

Ásia: a turbulência política na Coréia reverberou nas bolsas, que fecharam negativas, em sua maioria, levando o BoK a adotar medidas para aumentar a liquidez do mercado e para estabilizar o câmbio. Na Austrália, PIB decepcionou (exp 0,4%), expandindo 0,3% (0,8% a/a) no 3T24. PMIs de serviços (nov/24): na Austrália, queda de 51,0 para 50,5 pontos (prévia 49,6); na China, recuo de 52,0 para 51,5 pontos (exp 52,5); no Japão, alta de 49,7 para 50,5 pontos (prévia 50,2). Hoje, balança comercial da Austrália (out/24) às 21h30.

Europa: em dia marcado pelo voto de confiança a Michel Barnier na França, bolsas operam com viés de alta, com os investidores esperando pelos PMIs. Na zona do Euro, o CPI deflacionou 0,3% em nov/24, com a taxa em 12 meses indo para 2,3% (exp 2,3%). Holzmann (OeNB) disse que espera um corte de 0,25% em dezembro e não mais do que isso. Hoje, PMIs de serviços (nov/24) da zona do Euro às 6h e do Reino Unido às 6h30 e PPI da zona do Euro (out/24) às 7h. Lagarde (BCE) fala às 10h30 e às 12h30 e Nagel (Buba) às 14h10.

EUA: após novos recordes ontem, apoiados pelas declarações de membros do Fed, futuros operam em leve alta em NY, a espera do ADP e dos PMIs. Segundo o JOLTS, havia 7,7 mi (7,5 mi) vagas de emprego abertas em out/24, com a razão vaga/desempregados subindo para 1,1. Daly (Fed San Francisco, vota) disse que o corte de juros em dezembro está na mesa e que mesmo com esse corte a política monetária seguirá restritiva. Goolsbee (Fed Chicago, vota) disse que há espaço significativo para os juros caírem. Hoje, ADP (nov/24) às 10h15, PMIs de serviços (nov/24) da Markit às 11h45 e da ISM às 12h, encomendas à indústria (out/24) às 12h e Livro Bege (nov/24) às 16h. Musalem (Fed St. Louis, não vota) fala às 10h45 e Powell (Fed, vota) às 15h45.

Brasil: puxado pela manufatura e pelos serviços, o PIB expandiu 0,9% (4,0% a/a) no 3T24, levemente acima do consenso (exp 0,8%), acumulando 3,1% em 12 meses. Pela ótica da demanda, o consumo das famílias cresceu 1,5% (5,5% a/a), os gastos do governo subiram 0,8% (1,3% a/a), os investimentos subiram 2,1% (10,8% a/a), as exportações caíram 0,6% (2,1% a/a) e as importações avançaram 1,0% (17,7% a/a). De acordo com a Fenabrave, 253,5 mil veículos (19,2% a/a) foram emplacados em nov/24. Na agenda, produção industrial (out/24) às 9h, PMI de serviços (nov/24) às 10h e fluxo cambial (29/nov) às 14h30. Haddad participa de evento às 11h

Ótima quarta-feira!
Nicolas Borsoi – Economista-Chefe

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