O Brasil entrou em 2025 na presidência do Brics, o agrupamento comercial que divide com Rússia, Índia, China e África do Sul, como os países-membros fundadores, e terá a missão de responder diretamente às pressões que os Estados Unidos deverão oferecer ao bloco a partir de 20 de janeiro.
Depois de arregimentar novos membros em 2024, como Egito, Etiópia, Emirados Árabes, Arábia Saudita e Irã – e contar desde esta segunda (6) com a adesão plena da Indonésia -, o novo presidente americano, Donald Trump, já tratou de criticar o Brics.
Primeiramente, tem a questão da moeda única ou uma alternativa do bloco ao dólar, a qual Trump tratou de desqualificar, ameaçando com elevação de tarifas em geral para todos os membros.
Depois, passou um duro recado a Brasil e Índia, alertando para o que ele chamou de tarifaas exageradas cobradas na importação de produtos dos EUA, e que poderia ele adotar reciprocidade.
Pairando sobre tudo está a potencial guerra tarifária que ele promete abrir com a China, a principal potência do Brics, com uma elevação dos impostos de importação de no mínimo 60%, no que Pequim não deixará por menos, como ocorreu no primeiro mandato de Trump.
Correndo por fora, para incentivar novas críticas, está a presença do Irã hoje como membro, e a pressão de China e Rússia para que o Brasil retire obstáculos para a livre entrada da Venezuela no acordo, o que, se acontecer, deverá azedar de vez o cenário.
Ainda este ano o Brasil sediará a nova cúpula do Brics.





