A Nestlé está expandindo suas aquisições de cacau no Brasil, com o intuito de diversificar seus fornecedores e aumentar a resiliência de sua cadeia de abastecimento diante de eventuais crises futuras. O presidente-executivo da empresa, Philipp Navratil, destacou que a companhia busca novas origens e o fortalecimento de relações com produtores locais, envolvendo a implementação de práticas de agricultura regenerativa para melhorar a produtividade e a qualidade das amêndoas. Além disso, a iniciativa visa reduzir o uso de fertilizantes convencionais, minimizando a exposição dos produtores aos crescentes custos de insumos agrícolas.
Historicamente, o Brasil foi um dos principais fornecedores mundiais de cacau, mas enfrentou desafios significativos com a vassoura-de-bruxa, que impactou a produção, especialmente na Bahia. Recentemente, investimentos em grandes propriedades, além da adoção de genéticas mais resistentes e práticas de manejo avançadas, têm revitalizado a cultura, especialmente nos estados do Pará, Espírito Santo e Rondônia. A expectativa é que, em cinco anos, a produção nacional possa dobrar, alcançando cerca de 400 mil toneladas anuais, o que reduziria a dependência de importações e recuperaria a posição do Brasil no mercado internacional.
Fonte: “Mercado do Cacau”
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