Novo foco da doença de Newcastle é identificado em Santa Catarina

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O Ministério da Agricultura e Pecuária confirmou o registro de um novo foco da doença de Newcastle em Santa Catarina. A ocorrência foi identificada em um estabelecimento comercial de perus de corte no município de Coronel Freitas, localizado na região Oeste do estado. Este é o segundo caso registrado na região em menos de dez dias. O primeiro foco havia sido confirmado em dezoito de outubro, em um plantel de perus no município vizinho de Nova Itaberaba. De acordo com as autoridades sanitárias, a nova detecção ocorreu dentro do raio da área de restrição que já vinha sendo monitorada pelo Serviço Veterinário Oficial.
Em resposta ao avanço da enfermidade, o governo federal publicou a Portaria número novecentos e sessenta e dois de dois mil e vinte e seis, que declarou estado de emergência zoossanitária por sessenta dias em quatro municípios integrados da região: Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim. As ações de contenção começaram imediatamente e incluem o sacrifício sanitário com a eliminação das aves do núcleo afetado para impedir a replicação viral, processos rigorosos de limpeza, desinfecção e isolamento das instalações, além da instalação de postos de fiscalização de trânsito para a desinfecção de veículos que circulam na área restrita e investigação de possíveis vínculos com visitas técnicas em propriedades num raio de dez quilômetros.
Embora a notificação esteja restrita a uma área específica do Oeste catarinense, o episódio gerou reflexos imediatos no mercado internacional. Países importadores de peso, incluindo a China, Arábia Saudita, México e Chile, anunciaram a suspensão temporária da compra de produtos avícolas brasileiros. As restrições variam desde o embargo total à produção nacional até bloqueios direcionados especificamente à carne de aves e derivados originários do estado de Santa Catarina. O Ministério da Agricultura informou que mantém diálogo bilateral com os parceiros comerciais para demonstrar a eficiência do sistema de vigilância e acelerar a retomada dos mercados.
Paralelamente às fazendas comerciais, o Serviço Veterinário Oficial identificou uma infecção pelo Paramixovírus Aviário Tipo um em pombos de vida livre no município de Marema. As autoridades explicam, contudo, que a detecção do vírus em aves silvestres que vivem próximas a humanos não altera o status sanitário do Brasil perante a Organização Mundial de Saúde Animal e não contabiliza como foco oficial da doença de Newcastle. O Ministério da Agricultura e a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina emitiram um alerta reforçando que a doença de Newcastle não é uma zoonose de alto risco para humanos e afeta essencialmente o sistema respiratório e nervoso das aves. A população foi tranquilizada quanto ao abastecimento local, visto que o consumo de carne de aves e ovos devidamente inspecionados permanece totalmente seguro, sem qualquer risco de transmissão do vírus por meio da alimentação.

Fonte: “Folha de S.Paulo”

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