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O volume de fretes rodoviários do agronegócio caiu 12,60% no 1º trimestre de 2024

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O volume de fretes rodoviários do agronegócio caiu 12,60% no 1º trimestre de 2024 no Brasil, em comparação ao mesmo período de 2023, segundo dados coletados pela Frete.com, plataforma de transporte de cargas que atua na América do Sul.
Na avaliação da empresa, a menor produção de grãos impactou o volume dos fretes. Os volumes contratados de milho diminuíram 41,40% na comparação anual; os de trigo 38,60% e os de fertilizantes 20,60%. Entretanto, o transporte de soja que é o mais relevante no 1º trimestre, registrou uma alta de 14,40% no volume de cargas movimentadas.
“A última safra de grãos [2022/23] registrou diversos recordes para o Brasil, algo que não deve se repetir para nesta safra [2023/24]. As chuvas torrenciais registradas no Sul e Sudeste no começo de 2024, além de ondas de calor que atingiram diversas regiões do País, fizeram com que houvesse essa quebra na produção. Diante disso, os volumes dos fretes também caíram, mas a soja ainda demonstra a sua força. Isso se justifica pelo aumento nas exportações da oleaginosa no 1º trimestre, que passou de mais de 19 milhões de toneladas em 2023, para cerca de 22 milhões de toneladas em 2024”, indicou em nota Federico Vega, CEO da Frete.com.
Os dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que a produção de grãos deve totalizar 295.6 milhões de toneladas em 2023/24, cerca de 7,60% abaixo do produzido em 2022/23. A colheita de soja é estimada em 146.9 milhões de toneladas, queda de 5% em relação à safra anterior. No caso do milho, são estimadas 112.7 milhões de toneladas, queda de 14,50%. A estimativa do trigo é de 9.6 milhões de toneladas.
Entre os Estados, os fretes da soja registraram o maior aumento, na comparação entre o 1º trimestre de 2024 e o mesmo período de 2023, no Rio Grande do Sul, com 42,60%. Minas Gerais também se destaca, com 32,50% de aumento, seguido por Goiânia com 22,50%.
No caso do milho, Mato Grosso registrou aumento no volume de fretes, com 8,30%. As maiores quedas foram registradas nas cargas movimentadas no Paraná (- 66,60%) e Rio Grande do Sul (- 60,50%).
Os fretes do trigo registraram queda no Rio Grande do Sul, com 46,30% de fretes a menos. Porém, tiveram alta no Paraná (84,70%).
Os fertilizantes também ajudaram a pressionar a queda nos fretes do agro, principalmente nos estados de São Paulo (- 31,20%) e Minas Gerais (- 26,30%).
Apesar da queda no agronegócio, os fretes em todo o Brasil, de uma forma geral, se mantiveram estáveis no trimestre. Houve um aumento de 0,50%, com a construção civil (+ 12,30%) e produtos industrializados (+ 4%) liderando o crescimento.
Entre janeiro e março deste ano, foram publicados mais de 2.1 milhões de fretes na plataforma da Frete.com, praticamente o mesmo volume registrado nos três primeiros meses de 2023.

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