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Partido da extrema direita chilena é o preferido da população, diz pesquisa

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(O GLOBO) – O Partido Republicano, da extrema direita, é o que gera mais identificação e simpatia entre os chilenos, de acordo com uma pesquisa do Centro de Estudos Públicos (CEP) divulgada nesta quinta-feira. Fundado em 2019, a legenda tem ameaçado a direita tradicional do país com um forte discurso pautado no combate à criminalidade e à imigração irregular, liderando as menções positivas com 10% — oito pontos percentuais a mais do que na pesquisa anterior, realizado no final de 2022.

O partido aparece à frente de uma das legendas mais históricas da esquerda chilena, o Partido Socialista, do presidente Gabriel Boric, que recebeu 4% das menções. O resultado vai em linha com a vitória acachapante dos republicanos nas últimas eleições para Conselho Constituinte em maio passado, quando conquistaram 35% das cadeiras do órgão responsável por elaborar a nova proposta de Constituição. Nas eleições presidenciais de 2021, o líder do partido, José Antonio Kast, ficou ganhou no primeiro turno, mas foi derrotado por Boric no segundo.

A preferência pelos republicanos por parte de 10% da população acontece num contexto de forte descontentamento com os partidos políticos em geral, que receberam a pior classificação entre as instituições democráticas avaliadas na pesquisa. Cerca de 60% não se identificam com nenhuma força política, embora essa porcentagem tenha caído em relação ao levantamento anterior, quando o número chegou a 71%.

O clamor social por maior ordem e segurança explica em parte o bom desempenho da extrema direita. Quase metade dos chilenos, 49%, considera a imigração irregular a principal causa da crise de criminalidade que o país enfrenta. De acordo com a pesquisa, a impunidade ou as baixas sentenças recebidas pelos criminosos são a segunda maior causa da insegurança pública (46%), enquanto o consumo de drogas e álcool aparece em terceiro lugar, com 36% das menções.

Entre os políticos mais bem avaliados, a lista é encabeçada por três líderes da direita tradicional: Evelyn Matthei, atual prefeita do município de Providencia, com 55%; Rodolfo Carter, prefeito de La Florida (48%); enquanto em terceiro lugar está Germán Codina, outro prefeito de uma área popular, Puente Alto (41%). Kast aparece em sexto lugar com 38%. Ele é seguido pela ministra do Interior, Carolina Tohá, da esquerda moderada, que surge na oitava posição. No gabinete desde setembro de 2022 com uma agenda intensa de enfrentamento ao crime, ela é a ministra mais bem avaliada do partido governista.

As preocupações dos chilenos estão, de acordo com o discurso republicano, concentradas na ordem pública. Para mais da metade dos chilenos (54%), o crime, os assaltos e os roubos são os problemas que o governo de Boric deveria se esforçar mais para resolver. A segunda prioridade para os chilenos é a saúde (41%), enquanto as pensões estão em terceiro lugar, com 27%. Atualmente, depois de mais de 10 anos de debate e sem que nenhum governo tenha conseguido chegar a um acordo, o Executivo está apressando uma reforma previdenciária para superar a grave crise dos aposentados do Chile.

Quanto ao novo processo constituinte, a segunda tentativa do Chile de substituir a atual Constituição, apenas um em cada cinco chilenos (19%) o considera bom ou muito bom.

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